} // mmLoadMenus() Notas do Velho Safado - By Hank - Quinta "Rodada"


Thanks For Smoke

Eu resolvi: Vou começar a fumar...e não é só cigarro não, quero fumar charuto, cachimbo, maconha ....saiu fumaça tô traçando.... A razão para eu decidir me tornar fumante, depois de velho, é uma notícia que li que em Ribeirão Preto agora é proibido fumar nas calçadas em frente dos bares.... Puta troço idiota! O cara encher o saco dentro do estabelecimento é uma coisa, mas na calçada também? E se o cara colocar um pé na rua e outro na calçada? Paga meia multa?

 

Independente se o cigarro faz mal a saúde ou não, acho que isso é muito mais uma opção do sujeito, o que me incomoda é essa história de fazer uma bandeira contra o tabagismo, só porquê todo mundo conhece alguém que fuma e isso sempre dá polêmica, que dá mídia, que rende votos....É muita hipocrisia...acho que dividir áreas para fumantes e não fumantes é ok, mas não cola legal. Se estiver com minha namorada que fuma, e eu não fumo, lógico que vou pra a área de fumantes, sem nenhum problema. É muito raro você estar numa roda de amigos que não tenha nenhum fumante, e acho que excluir a pessoa por causa disso é foda...desde que ela também se toque e não dê uma baforada em cima do seu prato quando estiver comendo, não vejo nenhum problema com isso.

 

Engraçado que eu vejo toda essa campanha contra o cigarro nos bares, por causa da saúde, mas não vejo o mesmo empenho na fiscalização das instalações sanitárias ou da comida se está sendo preparada com a higiene necessária. Cansei de entrar em bares que o banheiro é um troço lamentável, o cara preparando sanduíches sem lavar as mãos e uma linda e lustrosa plaquinha escrito: Proibido Fumar. Grande merda!

 

Odeio toda essa lenga lenga de que você tem que se alimentar saudavelmente, não beber, não fumar, sexo só com fins de reprodução, não comer carne, ir numa igreja, ou seja você deve abdicar de um montão de prazeres pra tem mais um ou dois anos de uma bosta de vida. Quem quer entrar nessa tudo bem, mas puta que o pariu, não me encham meu saco! Eu bebo como um peixe, como carne, trepo com minha namorada, ateu, desbocado e sou feliz desse jeito. E graças a algum idiota, que provavelmente deve encher os bolsos de um pastor evangélico e se acha superior a mim por causa disso, acha que tem o direito de falar se eu posso ou não fumar em uma calçada. Isso é só o começo, uma cidade apenas, mas você sabe como é...uma idéia de merda dessa se reproduz como fogo em gasolina nas brilhantes cabeças de merda dos nossos políticos.

 

Cheers,

 

Hank


 Livro do dia: “Obrigado Por Fumar” de Christopher Taylor Buckley, um livro divertidíssimo que conta a história de um lobista da indústria de cigarros que após ser demitido resolver se voltar contra a tudo que defendeu antes.




- Postado por: Hank Chinaski às 10h41
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On the Bus

Eu comecei a acampar desde cedo, meu pai era hidrologista, viajava pelo país inteiro mapeando rios e acampava na maior parte dos lugares, isso virou um hábito. Alguns anos depois por causa de um acidente que o deixou cego ele mudou de atividades mas não a disposição. Férias com minha família era acampamento. Viajamos pelo interior, litoral, Paraná e Santa Catarina e meu pai montava o raio da barraca tipo “bangalô” que era um puta enrosco, sem enxergar, em 15 minutos.

 

Quando cresci eu continuei acampando, dessa vez com os amigos. Era demais, a gente tinha dois locais preferidos: O Balneário de Gaivotas, perto de Peruíbe, que era nosso “acampamento de verão”, nós ficávamos lá no verão e Ubá, um bairro da cidade de Itirapina, próximo á São Carlos, que era nosso “acampamento de inverno”, lá tinha umas clareiras muito legais no meio do mato e era lá que armávamos nossas barracas.

 

Uma coisa legal nos acampamentos era a camaradagem, a divisão de tarefas, quem cozinhava, quem ia buscar lenha, quem ia comprar mantimentos, etc. As pessoas ficam muito diferentes quando estão no meio do mato, sem conforto, mas com uma baita lua em cima de você. Uma vez eu e o Renato acampamos com alguns amigos punks, e os caras eram muito relaxados, não sabiam fazer coisa alguma...eu e o Renato por sermos já tarimbados só dávamos risadas e eles me chamavam de Daniel Boone porquê eu conseguia acender uma fogueira. Aí deu uma ventania e a barraca deles saiu voando he,he,he.

 

Eu viajei muito pelo Paraná, Minas Gerais, interior e litoral de São Paulo e Santa Catarina, com amigos e até sozinho, recordo-me de uma vez em Guaratuba – PR. Eu estava acampado em um camping imenso, e era o único habitante, pois era fora de temporada. No meio da noite comecei a ouvir passos do lado da barraca, fiquei com o cú na mão...tinha o maior cagaço de colocar a cabeça pra fora. E além dos passos ouvia um barulho estranho de algo sendo arrancado. Fiquei com um puta medo mas depois de meia hora coloquei a cabeça da fora (empunhando minha machadinha é claro) e me deparei com a porra de um pangaré pastando do meu lado. Chutei tanto a bunda daquele cavalo por ter quase me matado de susto! Porra eu tava lendo um livro do Stephen King e o desgraçado vem me assombrar, he,he,he.

 

Faz muito tempo que não acampo. Os meus velhos companheiros estão casados com filhos pequenos e os que estão solteiros ainda é cada vez mais difícil de tirarmos férias juntos, para viajarmos. Antigamente a gente ficava 6 meses planejando uma viagem, guardando dinheiro e tirávamos férias sempre na mesma época, agora isso é praticamente impossível.

 

Mas se meu pai que não enxergava nada continuou acampando até morrer então acho que invariavelmente minha mochila e minha barraquinha, um dia voltará a freqüentar os baús de ônibus ou os topos dos tonéis de leite de algum caminhão de uma estrada perdida de Minas Gerais.

 

Cheers,

 

Hank


Som do dia: "On the Bus" do CD "Joe's Garage" do Frank Zappa.




- Postado por: Hank Chinaski às 07h26
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Bark at the Moon

Para a minha geração o Rock in Rio 1 foi o nosso Woodstock. O dia 11 de janeiro de 85 ficou gravado nas nossas cabeças, conheço muita gente que mudou a maneira de se relacionar com muitas coisas depois desse festival. Pode parecer exagero mas não é. Hoje é normal festivais shows internacionais, etc. Na época não era, e quando as bandas vinham, como o Queen, Kiss ou Van Hallen, normalmente não traziam o equipamento necessário, então as apresentações sempre eram prejudicadas.

 

Eu estava acampado em Itirapina, no meio do mato com alguns amigos, perto tinha um condomínio que fizemos amizade com o pessoal. Então um dos nossos “vizinhos” foi nos avisar que tinha passado no Fantástico que no ano seguinte iria acontecer um festival, nos moldes do “US Festival” e ia ter Ozzy, Queen, Scorpions, Iron Maiden, AC/DC, e outros... Um olhou pra cara do outro só pensando “Puta cara mentiroso!!!”. Mas não era mentira...uma semana depois chegamos em São Paulo e o pessoal só falava nisso! E faltavam seis meses para o festival.

 

Eu arrumei um emprego (que pedi as contas 1 dia antes do festival), comprei ingressos para 4 dias, vendi muitos LP’s (que me arrependo amargamente, pois muitos deles nunca mais consegui de volta), peguei a grana e tava pronto pra encarar a viagem. Só tinha um problema: Onde passar 10 dias? Não conhecia ninguém nem tinha parentes, a grana também não dava pra pagar um camping.... Isso foi solucionado graças a Kelly e a Beka, o pai delas morava no Rio, então ela ligou avisando que elas iriam pra lá...só não avisou que iriam levar mais 10 convidados he,he,he. Quando chegamos na Ilha do Governador na casa do pai delas, o cara quase teve um enfarte, mas como a casa era grande a gente se ajeitou no salão de jogos.

 

Não podíamos ficar muito tempo dentro da casa, para não folgar demais, então íamos pra frente do Copacabana Palace para tentar descolar um autógrafo ou papo com nossos ídolos, na caruda mesmo, puta micão he,he,he. Mal dormíamos, vivíamos a base de Reativan, um comprimido que te impedia de dormir, mas o efeito depois que passava era terrível. No dia do primeiro show fomos fazer baldeação para pegar outro ônibus e pra nossa surpresa estavam no ponto o pessoal de duas turmas de amigos nossos. Lotamos um ônibus só de paulistas, era ima invasão. Quando abriram os portões ao meio dia foi cômico, o lugar era muito grande, nunca havíamos visto algo desse jeito...o pessoal ficava correndo como bobos de um lado para o outro...eu cruzava tantos conhecidos que parecia que eu estava na “Praça do Rock” na Aclimação e não no Rio de Janeiro.

 

Nem vou me ater aos shows que foram inesquecíveis (fica pra outro post), mas eu me lembro de um amigo tentando me convencer a ir embora, o reativan tinha acabado com o efeito e eu estava completamente doidão, era o problema da droga com o cansaço acumulado, estava esgotado, podre.

 

Tivemos um problema na casa onde estávamos hospedados e os pais da minha amiga intimou metade do pessoal a se retirar...como tinha dois casais achamos melhor eles ficarem e a gente ia se virar. Um amigo descolou uma pousada com um primo distante e levou junto o Macarrão e mais dois. Só sei que eu, o Leão e o Rogério dormimos na rua por três dias. Um dia na porta do Copacabana Palace, outro em uma praça do Leblon e outro no chão da Rodoviária. Meus dias de mendigão he,he,he. Por sorte quando estávamos na rodoviária um amigo encontrou a gente e como ele ia ficar na casa da Kelly, ele foi lá, falou com o velho e este liberou nossa volta, o que sem orgulho nenhum voltamos muito alegremente.

 

Nesses nossos dias de Rock in Rio aconteceram coisas tão bizarras que poderia escrever um blog só desses casos. Pô, conhecemos o Ozzy, os caras do AC/DC, Whitesnake, Scorpions, Iron Maiden, e vários outros. Aparecemos em jornais, TV, em uma biografia do Ozzy tem uma foto minha na porta do Copacabana!!!, Éramos muito chatos he,he,he.

 

Acho que nenhum de nós que passou por tudo isso voltou o mesmo...ainda hoje eu e o Leão nos recordamos das nossas “noites cariocas ao luar” he,he,he. Por isso 19 anos depois a gente tem muito saudosismo daquele festival. No Rock in Rio 2 eu fui de avião...muito mais confortável, mas faltou alguma coisa...talvez eu com meus 20 anos novamente...

 Cheers,

 

Hank


Som do dia: “Bark at the Moon” do Ozzy. Essa era a música do LP da tour que ele veio a primeira vez e também sobre a referência ao “Luar” sobre nossas cabeças.




- Postado por: Hank Chinaski às 07h09
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Corações Sujos

Algum tempo atrás eu li um livro que daria um ótimo filme, o único problema seria que muita gente acharia que os fatos descritos seriam fantasia demais, algo impossível de acontecer...só que nesse caso foi tudo verdade. O livro chama-se “Corações Sujos” e foi escrito pelo Fernando Moraes (Olga, Chato, etc..) e conta sobre problemas com os imigrantes japoneses após a segunda guerra.

 

O negócio foi o seguinte: Muitos japoneses não admitiam que o Japão tivesse se rendido aos aliados, eles se achavam insuperáveis, e que as notícias sobre a rendição eram falsas e implantadas para desmotivar os súditos do imperador no Brasil. Então foi feit uma seita, a Shindo Renmei, que simplesmente matavam os imigrantes que pensavam que o Japão havia perdido a guerra. O forte da colônia japonesa se encontrava no estado de São Paulo e uma porcentagem muito grande dos imigrantes pertenciam á Shindo, ou mantenham relações com eles.

 

Devido a grande parte dos imigrantes japoneses não se esforçarem para aprender o português, essa história ficou bem restrita. Os caras eram completamente malucos, chegavam a falsificar dólares com o rosto do imperador japonês para “provar” que eles haviam ganho a guerra. Jornais e revistas então eram uma piada, cada falsificação grosseira que não era preciso ser muito esperto para ver que era uma baita farsa.

 

Além do fato que os caras era atrapalhados, vira e mexe matavam o japonês errado, ou eram presos por bobeira, chegavam a ser extremamente amadores. E eles ainda falavam que o governo japonês iria mandar navios para buscar os seus súditos para desfrutar os espólios da guerra. Eles marcavam uma data e a japonesada do país inteiro iam para Santos ou Rio de Janeiro e ficavam dias esperando chegar o navio, aí eles diziam que ia atrasar e marcavam outra data. E semanas depois tava todo mundo de volta.

 

Esses fatos foram documentados nos jornais da época e a sede deles ficava em uma rua no bairro da Saúde, que aliás conheço bastante. É um bairro que tem uma forte presença oriental. Agora toda vez que vejo um “japa” eu fico pensando se o avô dele era da Shindô he,he,he.

 

É um livro super interessante e com certeza é uma leitura bem agradável...um puta trabalho jornalístico. Vale a pena conferir.

 

Cheers,

 

Hank

 


Livro do dia: "Corações Sujos", Fernando Morais, Editora Companhia das Letras, São Paulo, 2000




- Postado por: Hank Chinaski às 08h36
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I Don't Like Mondays

 Maldita Segunda feira !!! como eu odeio esse dia....parece que a humanidade conspira contra você...estou como um pitbull nervoso. Eu atendo os vendedores que vem tentar me empurrar coisas com uma má vontade, que só vendo. Dica pra quem trabalha com vendas: Nunca ligue para um comprador antes das 10 horas da manhã para oferecer nada...principalmente se o comprador sou eu!!!!

 

Eu já não tenho lá muita paciência com os vendedores que me procuram, eu sou comprador de uma empresa, então eu tenho contato com vendas o dia todo...Muitas vezes sou sarcástico pra caramba. Eu odeio vendedor que vem me puxar o saco! Falar como sou competente, como sou legal, e por aí vai...como um cara que só falou comigo por 5 minutos por telefone sabe se sou competente? Vai a merda!

 

E aquelas vendedoras que vem se insinuando com aquelas cantadinhas baratas: “Você nunca mais me ligou” , “Estava com saudades”, “você tem a voz tão bonita”....por aí vai...que bosta? Essa mulherada acha realmente que fingindo que quer dar pra mim vai ter alguma chance de vender algo pra mim? Sem chance! Primeiro que em matéria de mulher eu estou MUITO bem servido, nem penso em outra pessoa. Segundo que não gosto desse tipo de joguinho de sedução pra arrancar grana de mim. Normalmente quando as patetas vem com “Você lembra de mim?” eu solto “Nãããããããããão”. Derruba qualquer argumento que elas tentar passar. Todo mundo responde que lembra e quando algo sai fora do script elas ficam embaraçadas he,he,he.

 

Eu por falar com vendedores o dia todo tenho uma certa alergia com isso. Quando vou comprar algo, já saio com o que quero na cabeça, chego na loja e peço o troço direto...sem rodeios, só pra não ter que ver um vendedor seguindo seus passos a loja inteira, acho um puta pé no saco aqueles que ficam te seguindo a dois metros de distância, eu sei que é o ganha pão dos caras, mas se alguém fica no meu pé eu saio da loja e desisto na hora. Por isso tudo que posso eu compro pela internet mesmo.

 

 

Cheers

 

Hank


Som do dia: "I Don't Like Mondays" do Boomtown Rats. O refrão dessa música cai como uma luva no dia de hoje!




- Postado por: Hank Chinaski às 08h51
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Hell Bent For Leather

Sempre que estive desempregado eu procurava me virar de alguma forma, qualquer oportunidade de arrumar uma graninha eu tava lá e fiz uns troços meio bizarros, como trabalhar com corridas de motocicleta. Um amigo descolou uma boiada de faturar uma grana bem razoável, que era ajudar em corridas de motos e carros em Interlagos. A gente ia lá e ficava em diversos postos como seguranças, verificando crachás, o que fosse preciso, então vários de nós da turma acordávamos de madrugada no domingo para estar às 7 da manhã na pista.

 

Eu cheguei a ir três vezes, da primeira vez colocaram eu, o Júlio e o Glauco na “curva do lago”, puta fim do mundo da pista. Aí deram um porrete pra cada um e mandaram não deixar ninguém da favela que ficava do outro lado do muro entrar na pista. O Júlio olhou pra minha cada e disse: “Falou, eu com porrete e os caras armados e eu vou falar não entra! Até parece...” E foi isso mesmo, apareceu um negão mal encarado perguntando se “tinha pobrema” para entrar e falamos que não...e o cara tava armado mesmo...ficamos tomando um puta sol das 8 da manhã até as 5 da tarde, se não fosse pelo barulho das motos daria até para dormir.

 

Outra corrida eu fui burro pra caralho, deixei me escalarem pra “bandeirinha” no fim da reta oposta. Deixaram-me sozinho, debaixo de chuva, com um monte de bandeirinhas coloridas que eu não fazia a menor idéia do que significavam e com um rádio quebrado. Puta gelada brava, eu ficava torcendo pra ninguém se esborrachar na minha frente senão a besta aqui ia ter que prestar socorro, que bosta.

 

Na terceira vez eu descobri o porquê tinha até briga para ficar no Portão 3. Era lá a entrada dos pilotos e equipes. Todo mundo pra passar por lá tem que ser credenciado. Só que sempre algum piloto queria trazer mais alguém, uma namorada um parente e que não poderia entrar. Então eles davam uma “caixinha” pro pessoal fazer vista grossa. Eu nunca tinha sido corrupto, não sabia como fazer isso, o cara ficava com uma nota na minha frente e eu que nem bobo não sabia o que fazer he, he, he. Quando viram que se dependesse de mim nenhuma grana extra ia pintar, colocaram outro pra ser o achacador!

 

Foi divertido por algumas semanas mas perder o domingo todo era foda, normalmente no sábado a gente bebia muito e ficar ouvindo barulho de motos o dia inteiro era foda. Quando chegava em casa e colocava a cabeça do travesseiro ainda ouvia o maldito “UÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ UÓÓÓÓÓÓÓÓ”.

 

Cheers,

 

Hank

 


Som do dia: “Hell Bent for Leather” do Judas Priest. Nessa música ao vivo, Rob Halford entra com uma baita moto no palco. É uma das minhas bandas preferidas até hoje.




- Postado por: Hank Chinaski às 10h13
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Video Killed the Radio Star

Anos atrás um amigo, o Silvio, apresentava um programa de Rock chamado Startrips, em uma rádio comunitária, a Star Sul FM, perto da minha casa. Quando o outro apresentador caiu fora, ele me chamou para substituí-lo. Como ponto a favor eu tinha minha coleção de cd’s e lp’s, que era bem razoável, como ponto contra eu não tinha a menor afinidade com o microfone, mas mesmo assim encarei a bagaça...só fiz uma exigência: Não tocar de forma alguma “The Doors” ou “Janis Joplin”, o que ele concordou com enorme prazer he, he, he.

 

O programa era mais “classic rock” na época, tocava mais os medalhões, mas se uma cara pedia por exemplo Deep Purple, a gente tocava uma música legal mais desconhecida, nunca aquelas mesmas músicas que todo mundo está cansado de ouvir. Aí aconteceu uma virada brusca no programa. O Silvio mandou um e-mail para uma banda americana que ele gostava e eles mandaram um cd pra ele tocar. Vimos que as banda lá de fora eram mais receptivas que pensávamos. Começamos a entrar em contato então com bandas e gravadoras independentes do mundo todo e a recepção foi fantástica.

 

Nós dois recebíamos uma média de no mínimo uns 15 cd’s por semana. Podia ser Heavy Metal da Estônia, Progressivo Húngaro, Jazz Rock da Sibéria, Eletrônico Japonês, Rockabilly alemão, Gótico da Noruega, Southern Rock do Japão, etc. Ficamos amigos de muitos caras que eram ídolos nossos, foi muito legal. Paramos de tocar as bandas convencionais e colocávamos 90 % de novidades, coisas que ninguém no país tinha, era um programa para que gostava de música, de conhecer músicas legais, independente dos nomes e de grifes. Tocávamos todos os estilos de Rock, do mais bizarro até o mais “cool”, é lógico que por gostos pessoais eu não gostava de algumas coisas que meu amigo colocava e vice-versa. Era normal o Silvio me perguntar no ar:

 

-         E aí, gostou dessa banda?

-         Meu, que troço horrível!!!!!! Como você consegue ouvir isso? Há, há, há.

 

Eu fiz o site do programa, e aí começamos a recebem cada vez mais cd’s. Fui convidado a escrever em alguns sites como o Rockwave, colaborei bastante tempo com o Whiplash, e em vários sites estrangeiros...tem coisa minha traduzido para sueco!!!!

 

Teve uma época , quando o programa tinha três horas de duração, que colocamos mais um amigo, o Macarrão, que era um tarado por música, e começamos a fazer personagens e brincar mais. Tínhamos um quadro, o “Momento Xabí” onde pegávamos uma banda legal e colocávamos a pior música que eles tinham feito na vida, a mais brega. Em outro simulávamos um strip de uma garota no estúdio, e ficávamos falando pro público se estavam gostando do que estavam “vendo” he,he,he.

 

Depois de cinco anos ficamos de saco cheio. Não agüentávamos mais ir pra rádio, não agüentava mais escrever reviews em inglês, começou a parecer trabalho, e resolvemos acabar com o programa. Foi um alívio quando isso aconteceu....o melhor é que eu conheci um monte de coisas através do que recebia e do que o Silvio me mandava e ele também (ele não gostava de Iggy Pop e Bowie e depois virou fã há, há,há). E graças a isso tenho uma singela coleção de uns 700 cd’s importados de todas as partes do mundo. E como um amigo uma vez me disse... “o pior vício do mundo é o vício por cd, você pode largar a cocaína mas cd nunca”. Concordo com ele em gênero .

 

Cheers

 

Hank


 Som do dia: “Vídeo Killed the Radio Star” do Buggles. Esse “one hit wonder” foi o primeiro videclip apresentado na estréia da MTV americana.




- Postado por: Hank Chinaski às 08h43
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It's Oh, So Quiet!

Estava eu conversando com uma amiga, que me disse que o namorado dela tinha um grande talento para escrever, e como ele não gostava de internet a solução seria tentar publicar um livro. Conheço outros casos parecidos, tenho três amigos que escreveram livros, dois deles chegaram a lançá-los em edições independentes e outro mantém seus livros em formato digital, que é enviado a alguns amigos. Eu recebi esses livros e o cara escreve muito, mas muito bem mesmo...devorei os dois  livros e olha que ler em computador não é a maravilha das maravilhas....

 

Publicar livro no Brasil é muito pior que lançar cd independente. Mal e mal o cenário musical independente é um pouco mais organizado, mas com relação a literatura é um desastre. Para se publicar um livro e distribuí-lo é muito foda. A primeira coisa que me vem a cabeça são aqueles chatos de galocha, que aparecem quando você está tomando cerveja nos bares da Paulista, com um livrinho de poesias debaixo do braço, implorando pra você ler o trabalho dele. Argh! Mas se você é um  escritor “normal” ta ferrado, eu recebo de vez em quando uns spams de gente se oferecendo para publicar livros de autores iniciantes, mas como vou levar a sério alguém que me manda um e-mail que não solicitei, junto com aqueles que querem aumentar 20 centímetros do meu pinto ou que me vende remédios sem prescrição médica ou cenas de xo da Britney Spears com o Zé Colméia? Não dá né? Além do fato que música todo mundo gosta e ler não está presente entre as prioridades dos brasileiros.

 

Eu adoro o trabalho da cantora islandesa Bjork, o estilo dela é ame ou odeie, não é pra qualquer ouvido mesmo, mas ela faz um trabalho muito diversificado e interessante. Ela também é uma pessoa inteligentíssima, suas entrevistas são ótimas. Uma vez ela estava contando sobre seu país, a Islândia tem 220.000 habitantes e 180.000 só na capital Reykjavík. Lá o pessoal ao contrário do resto de mundo não dá bola para televisão, ela disse que tem uns 4 canais só e o lance do povo é ler! O pessoal naquele ponto quase no pólo norte, ao invés de ficar trancado vendo Big Brother prefere abrir um livro! Fiquei maravilhado em saber que ainda existiam povos que não se submetiam a alienação em massa das TV’s.

 

Lá é um país super gelado, o pessoal sai do trabalho e vai para os pubs para encher a cara, e não são só os homens não, as mulheres também e bebem até cair. No dia seguinte estão todo mundo trabalhando normalmente. A cena noturna é fortíssima nos clubes e tem um cenário musical bastante interessante, a música islandesa é muito diferente do convencional e tem bastante influências clássicas. Bjork consegue pegar essas coisas e transformá-las em um embalagem pop com pitadas de techno, eletrônica, rock, etc.

 

Eu sei que aqui nunca vamos conseguir fazer com que todo brasileiro faça da leitura um lazer, mas acho que se tem algo na cabeça, escreva, faça um blog, distribua pela internet, tire xerox e mande para os amigos, escreva a mão em um caderno universitário, que seja, mas escreva. Se o Paulo Coelho, com aquele vocabulariozinho de primário, cheio de frases feitas, teve a cara de pau de publicar seus livros e ficar rico com isso, você vai ter vergonha de quê? Divulgue seu trabalho, quem sabe um dia você dá uma sorte e.....

 

Cheers,

 

Hank


 Som do dia: “It’s Oh, So Quiet” da Bjork. Uma música espetacular e um videoclip mais legal ainda.



- Postado por: Hank Chinaski às 08h18
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Desperate People

Eu tenho lido muito nesses dias sobre a prisão de brasileiros ilegais nas fronteiras dos Estados Unidos, essa semana foram mais 20 que foram presos. Na semana passada um morreu e um sobrevivente descreveu como funciona o esquema para essa “boiada”.

 

Aqui no Brasil tem umas empresas especializadas que se encarregam de “emprestar” o dinheiro para passagem e demais despesas para o “imigrante”, aí eles tem que pagar mensalmente quando eles chegarem lá e conseguirem emprego (cerca de US$ 1.000 por mês), logicamente a família do cara fica refém desse pessoal aqui no Brasil, como garantia que você vai cumprir sua parte no trato e não sumir.

 

Depois eles te atravessam pelo meio do deserto numa situação que nem um animal merece ser tratado. O cara informou que no caso dele, dezenas de pessoas bob diversas caixas em um caminhão baú lotado. O calor era desesperador e muita gente desmaiava, pois estavam no meio do deserto e eles nunca paravam para descansar. Ao chegar a polícia, eles tiveram que abandonar o caminhão e correr a esmo, um brasileiro estava em um estado tão lastimável, que não agüentou e morreu. E é óbvio que foram capturados e mandados para a cadeia para serem deportados.

 

Pergunto-me o que leva uma pessoa a se sujeitar a um troço desse tipo? A vida do cara é tão desgraçada assim pra colocar sua família na mão de gangsters, sujeitar-se a humilhações, arriscar a vida, ser preso e se na melhor das hipóteses conseguir chegar em um grande centro e arrumar um emprego, ele vai fazer aqueles empregos que ninguém quer fazer e ganhar um salário bem menor por ser ilegal, além do fato de poder ser deportado de uma hora pra outra.?

 

Se isso fosse um caso isolado tudo bem, mas não é! Se você for mineiro (onde essas gangs se concentram)  tiver um emprego e quiser passear inocentemente sua férias nos EUA na hora que for tirar um visto pra lá ta fodido. O consulado lê: Brasileiro – MG, e já recusa, a não ser que seja um caso muito, mas muito bem documentado, mas se o cara é um cara como eu, solteiro, sem família, ta ferrado, não consegue um visto nem em duzentos anos.

 

Acho que a Polícia Federal poderia agir com mais rigor sobre essas gangs. E um coitado desesperado e sem informações consegue achá-los, como que a polícia, que são bem informados e equipados não conseguem nada? Ninguém sabe, ninguém viu?

 

O problema da imigração ilegal é um troço que vai se acentuar cada vez mais. Isso ocorre na Europa também. Acho que se um cara chega num ponto desesperado que a única solução é sair do país, tudo bem. Eu sou descendente de italianos, suecos e alemães, como poderia ser contra a migração? Mas eu sou contra arriscar a vida por isso. Pô o Brasil tá uma merda, só temos políticos imbecis, por isso não adianta esperar alguma melhora imediata, mas não vejo o país como sem saída. Eu já fiquei desempregado, mas sempre dei um jeito de me virar, não morri de fome, nem roubei nada de ninguém, acho que é mais um lance de boa vontade mesmo. Não existe esse troço de fórmula mágica: O cara vai pra lá e fica rico. Tudo tem seu preço, só que as vezes o preço é alto demais.

Cheers,

Hank


UPDATE: Alguém conhece um bom hospedeiro pago de blogs? Com um bom preço, espaço, fácil configuração, com importação de posts e comentários? Não é pra mim, mas se alguém souber de algum por favor me mande o link por email, ok?


Som do dia: "Desperate People" do primeiro CD do Living Colour.




- Postado por: Hank Chinaski às 07h28
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Freaks

Estava assistindo um programinha na TV esse fim de semana com a Annitta e de repente apareceu aquela aberração do Michael Jackson na TV. O cara de músico conceituado no meio, independente de se gostar ou não das músicas dele, virou uma peça de Freak Show. Quem assiste a série “Carnivale” que passa na HBO, me diga se ele não teria lugar garantido entre a Mulher Barbada e o Homem Réptil?

 

Se imagine numa rua deserta, toda escura, aí você olha pro lado e tem aquela figura branca, com o nariz de silicone e com aquela voz de garotinho? Ele seria o cara ideal pra interpretar o Gollum do Senhor dos Anéis. Imagine o que iam economizar em efeitos especiais.... Poderiam fazer um filme de terror interpretado por ele e pelo Nikki Lauda.

 

Ninguém hoje dá a menor bola para o seu trabalho, o cara pode lançar o melhor disco de sua carreira e ninguém vai notar, já que as geladas que ele se mete quase diariamente conseguem superar seu talento. Já falaram que a fama fez dele isso, o que seu ex-amigo Paul McCartney nega, dizendo que se fama fizesse alguém ficar maluco então ele seria também, afinal ele foi um Beatle!

 

Dizem que o pai era um explorador, que ele não teve infância pois estava no show business desde cedo, etc. Porra, mas se todo mundo que tivesse um pai filho da puta virasse uma aberração, circos seriam o negócio mais lucrativo do mundo. Além disso conheço dezenas de pessoas que trabalham desde cedo.

 

Ele virou o prato principal da imprensa marrom, aquele tipo que adora um escândalo, que adora esculhambar alguém. E como ele também não se toca, sempre envolvido em casos de pedofilia, problemas com os filhos, dívidas, etc. Não acredito que todas as acusações contra ele são verdadeiras, mas onde há fumaça há fogo! Puta cara enrolado. E parece que ele não faz nada para aliviar a barra, é sempre uma mancada atrás da outra.

 

Um negócio é muito complicado quando um artista sai da sua área que é compor, atuar, etc, para virar um espetáculo de celebridade, isso NUNCA dá certo. O cara é músico, faz bem isso, então fica na sua e faça seu trabalho direitinho que está mais que bom. Mas o cara entra numa dos promotores da gravadora que querem o cara na mídia de uma forma ou outra e depois que você vende a alma pro Diabo, é muito difícil receber devolução.

 

UPDATE: Foi só falar no diabo, que ele aprontou mais uma. Acabaram de dar que ele vai ser pai de quadrigêmeos de uma mãe de aluguel.....ninguém merece..... leia aqui.

 

Cheers,

 

Hank

 


Som do dia: “Freaks” do Marillion




- Postado por: Hank Chinaski às 07h38
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Carta para Annitta

Meu amor, obrigado por existir. Esse fim de semana foi mágico em todos os sentidos. Quando começamos isso, eu tinha uma idéia de você. A imaginava como uma pessoa engraçada, bonita sensual....mas você é muito mais do que isso e quando eu falo muito, é muito mesmo.

 

Adoro a forma que você ri, adoro ter assistido um programa besta na TV, com sua cabeça no meu peito. Adoro seu rosto, nossa como você é linda...adoro seu corpo, que não cansei de acariciá-lo nos nossos momentos, seus seios, suas pernas, sua b.....

 

Seu perfume ainda está nos meus lençóis, os ecos de seus gemidos ainda ecoa no quarto,sua imagem ainda está congelada na minha cabeça. Nossas brincadeiras, quando você dormia e eu “cuidava” de seu sono, te protegendo dos sonhos ruins. Fizemos muito amor como dois amantes apaixonados e trepamos como dois animais no cio, e em cada momento você foi maravilhosa.

 

Poderia me alongar aqui, ficar horas falando sobre como você é especial, mas acho que vou esperar nosso próximo encontro, que espero que seja breve, para te dizer pessoalmete.

 

I Love You Honey,

 

Eu


Som do dia: "Cliche" do Fish....Você sabe porquê....




- Postado por: Hank Chinaski às 07h44
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On the Road

Alguns de meus momentos mais memoráveis se passaram em rodoviárias e ônibus, eu me recordo se muitas coisas boas, muitas “geladas” muitos “causos”.

 

Me lembro que durante o Rock’n Rio I, eu juntos com alguns amigos fomos “despejados” da casa onde estávamos hospedados e por isso dormi no chão da rodoviária do Rio de Janeiro por uma noite, tipo mendigão mesmo. Nós não estávamos nem aí...imagina se fizéssemos isso hoje? Estaríamos lascados!!

 

Recordo-me da Rodoviária de Florianópolis, que tinha uma lanchonete com um sanduíche maravilhoso. Quando, nós paulistas, vimos  comemos como uns bois no pasto, muito engraçado. E a Rodoviária de Valinhos uma vez quando eu, Caio e o Cássio fomos conhecer um lugar que o Vírus tocaria, mas como fizemos sucesso demais com algumas locais, fomos praticamente “corridos” da cidade e como não tinha mais ônibus pra São Paulo, passamos a madrugada toda num baita relento, tava frio pra caralho e pra esquentar a gente ficava correndo em volta do quarteirão.

 

Em Joinville eu estava sozinho com minha mochila de montanhismo, e um garotinho chegou com olhos curiosos pra mim e perguntou:

-         Tio, isso é um pára-quedas?

 

Outra vez voltando do Sul, estava todo pimpão porquê finalmente ia viajar num ônibus novinho em folha quase vazio por 10 longas horas, aí algum jumento me joga um tijolo na janela do ônibus logo na saída da cidade e fui transferido pro ônibus mais velho e capenga da Itapemirim.

 

Hoje ônibus e rodoviárias não me saem da cabeça de jeito nenhum. Algumas pessoas podem até adivinhar porquê, outras vão ter que esperar pelo post desse fim de semana.

 

“Anxiety, anxiety, makes me happy”

 

Cheers

 

Hank


Som do dia: "On the Road" do Motorhead, mas também "Anxiety" do Ramones




- Postado por: Hank Chinaski às 07h46
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Meu perfil:

Sou Paulista, Paulistano e torço para o São Paulo F.C. Sou desbocado e politicamente incorreto e discuto e não respeito política, religião e futebol sem o menor pudor.

Cerveja e pizza é a base da minha existência.

Ouço basicamente Rock em vários estilos, mas curto um pouco de outros estilos musicais.

 

 

 

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