} // mmLoadMenus() Notas do Velho Safado - By Hank - Quinta "Rodada"


Giant for a Day

Eu meto a boca no governo, em qualquer governo aliás, acho que os  caras são hipócritas e simplesmente me recuso a votar em qualquer palhaço novamente. Mas tem coisas legais que o governo está fazendo e merece elogios. Não muitos é claro, já que eles foram eleitos pra isso mesmo e não é mais que a obrigação fazer coisas boas, é claro.

 

Uma coisa que acho legal é o esforço para a inclusão digital e do uso de softwares gratuitos pelo governo. Quando o falaram que o governo ia proporcionar a venda de computadores a baixo custo, já pensei que iam é mandar qualquer porcaria de máquina, que seria aquelas bombas que não funcionam direito. Só que pra minha surpresa a configuração exigida na licitação é bem razoável. Não dá pra rodar um Autocad ou fazer edição de áudio e vídeo, mas serve perfeitamente para um usuário comum, um custo benefício muito bom.

 

No pacote de aplicativos que vem junto tem todos os softwares necessários, como editores de texto, planilhas, apresentações, navegador, software de e-mail, comunicador instantâneo, etc. Tudo utilizando softwares gratuitos, inclusive o sistema operacional. Eu já utilizei alguns programas como o Open Office e basicamente funcionam bem, depois de bem configurados funcionam exatamente como o Office. Não tem aquele monte de frescuras como “marcas digitais”, etc. Aquelas coisas que você acaba nunca usando de qualquer forma, de resto passa batido. Está incluído um pacote de acesso á internet por um preço razoável.

 

Estão sendo inaugurados alguns Telecentros, onde são ministradas aulas de informática para a população mais carente. Hoje é absolutamente necessário o conhecimento básico de computação. Quem não tiver está praticamente fora do mercado de trabalho. Onde trabalho, por exemplo, até o Office-boy recebe suas tarefas via e-mail, então não tem mais jeito. Esses Telecentros tem que se espalharem pelo país todo.

 

Agora o que mais gostei foi a proibição da compra de softwares pagos, com a exceção dos muito específicos para o serviço, por todos os órgão do governo. Daqui pra frente a Microsoft não vai ficar mais rica a nossas custas. Como disse tem programas equivalentes muito bons, então porque gastar uma fortuna em “Windows” e “Offices” nas repartições públicas. Como aqui é um dos países que mais crescem no mundo digital, o próprio Bill Gates quis conversar com o Lula em Davos, só que nosso querido “Sapo Barbudo” se esquivou e deixou o nerd mauricinho chupando o dedo, ele está com medo que o Brasil tenha sucesso e outros países comecem a copiar-nos.

 

Os efeitos de uma política dessas não vão ser sentidos em 2 ou 3 anos, mas sim daqui a uma década ou mais, mas com certeza é um troço que se tiver um acompanhamento talvez a gente tenha mais gente qualificada, e quem sabe mostrar para outros países do terceiro mundo uma luz no fim do túnel.

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia: "Giant for a Day" do Gentle Giant.




- Postado por: Hank às 19h27
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Indians

Por muitos séculos a população indígena foi perseguida e quase extinta do continente americano. Eram considerados pouco inteligentes, displicentes, indomáveis e era uma injustiça que os indígenas possuírem tantas terras, por isso o negócio era matá-los e expulsá-los para reservas. Os obrigaram a adotar a fé cristã e fodam-se se eles tinham outras crenças, não deram a menor opção á eles ou entravam na deles ou eram mortos e freqüentemente mesmo que se convertessem, eram mortos da mesma forma.

 

As reservas então no século 20 viraram uns “prêmios de consolação”, tiravam os índios de onde estavam estabelecidos e os jogavam em lugares semi-inóspitos, com a terra ruim para plantação e que se lascassem e se virassem para cultivar lá mesmo, o governo já fez sua parte, então que os índios ficassem satisfeitos com isso.

 

 

O PT, como sempre, fez um carnaval e tanto quando assumiu o poder, falou que ia fazer isso, fazer aquilo, ia dar dignidade aos povos indígenas, blá, blá blá. O que aconteceu foi absolutamente nada, ou seja, a situação só continuou no processo de degradação. Como indica o relatório “Estrangeiros no Nosso Próprio País” elaborado pela Anistia Internacional, a política indígena é decepcionante e diversos direitos adquiridos na constituição de 88 estão indo pro espaço por causa de lobbys interessados nas terras demarcadas.

 

Ontem o Lula homologou uma área de 9.300 hectares para uma tribo no MS. Legal, bacana, isso mesmo, muita gente deve estar falando. Só que pra isso tiveram que morrer 14 crianças dessa tribo de fome, só do começo do ano para cá e no ano passado foram mais 15! Será que é preciso morrer todo mundo de fome para o pessoal se tocar? Pra que serve a bosta da Funai? Puro cabide de emprego, com certeza. Como um funcionário desse órgão assiste uma coisa dessas e não toma providência, como ele consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir? As histórias de corrupção nesses órgãos são históricas, todo mundo já ouviu algo “cavernoso” sobre isso.

 

A Anistia Internacional apenas constatou que todo mundo ta careca de saber, que aqui no Brasil índio só serve pra ser usado e descartado. Muita gente acha uma injustiça aqueles playboys que queimaram o índio em Brasília terem sido  “condenados”, afinal era SÓ um índio. No Amazonas na semana passada uma índia grávida de 15 anos, em trabalho de parto, foi obrigada a fazer sexo oral com um médico e como o cara é “doutor” é claro que vão pô-lo na geladeira e daqui a pouco estará de volta a ativa e muita gente vai falar que a culpa foi da índia que era “gostosinha” e mesmo com dores não resistiu ao avental branco do “doutor”. Ê Brasil....

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia: “Indians” do Anthrax.




- Postado por: Hank às 18h49
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Hallo Spaceboy

Hoje acordei com muita preguiça, com uma vontade louca de ficar em casa esticadão no sofá, lendo um livro e tomando uma garrafa de vinho, mas como eu não ganhei na Mega-sena, então, esses planos foram adiados pra semana que vem, se a sorte me favorecer, é claro. Nessa hora eu amaldiçoei os seriados, desenhos e filmes que eu assistia quando criança. Deveríamos entrar com uma ação por propaganda enganosa contra “Os Jetsons”, “Jornadas nas Estrelas” e outros seriados futuristas.

 

Quando eu era criança, esses programas me fizeram acreditar que, no século XXI para chegarmos de um lugar ao outro, bastaria entrar em uma máquina onde você seria desintegrado e seria reintegrado novamente onde desejasse. Assim, eu poderia estar, em segundos, da sala da minha casa até o escritório. Sem trânsito, chuva, nem perder tempo para achar a chave da porta.

 

No mundo dos “Jetsons” eu teria uma empregada-robô que faria toda a limpeza e serviços domésticos. Quando eu acordei hoje e vi uma pilha de louça empilhada na pia eu já sabia que estava fodido. Ia ser bem legal ter uma empregada-robô como a dos Jetsons, tá certo que entender aquela voz metálica ia ser meio difícil, mas pra quem entende o dialeto falado pelo porteiro do meu prédio não ia ser muito diferente.

 

Fizeram-me acreditar que no futuro todas as mulheres seriam lindas e usariam mini-saias curtíssimas. Vocês já viram alguma mulher feia em algum filme de ficção? Nunca! Eles devem ter inventado uma máquina de transformar “Bacurau” em “Supermodels”. E a Barbarella, que além de ser linda ainda era ninfomaníaca? Abrir a porta de casa e ver a minha vizinha, sósia da “Monga –  a mulher-gorila”, de roupão colocando o lixo na lixeira me dá um choque de realidade e tanto.

 

As viagens, então? A gente poderia escolher entre passar um feriado em Marte, Saturno ou alguma galáxia distante. Pegaríamos nosso disco-voador e iríamos tranqüilamente visitar outras galáxias. Hoje, se você conseguir chegar na Praia Grande que fica a cento e poucos km de SP em menos de 3 horas durante uma véspera de feriado você está com muita sorte.

 

E quanto aos alienígenas? Não era para a gente estar batendo um papo com uns caras verdes, com antenas ou senão correndo para fugir de uma mente superior mais desenvolvida querendo nos conquistar? Agora os caras gastam trilhões para mandar uma sonda pra Marte pra tentar achar uma bactéria como prova de vida em outro planeta. Tá certo que uma bactéria é muito mais inteligente que o presidente de certas câmaras de deputados de países do terceiro mundo, mas acho muito pouco provável que elas venham nos invadir.

 

Depois de ver que nada disso é verdade só cheguei á uma conclusão: o LSD da época devia ser muito bom mesmo. E que mais uma vez eu ia chegar atrasado ao trabalho e a única coisa certa no meu futuro é um monte de contas debaixo da porta.

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia:”Hallo Spaceboy” do David Bowie.




- Postado por: Hank às 17h22
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Get a Haircut

Desde que sou criança eu ouço aquela marchinha que fala: “...É dos carecas que elas gostam mais...”, eu cresci, meu cabelo também. Era compridão, até o meio das costas, cheio, só que a hereditariedade da calvície começou a se manifestar. Então, eu pensei: “Antes Curly do que Larry”, assim, tomei a decisão radical e raspei tudo, depois disso nunca mais deixei o cabelo crescer, adoro ser careca. E olha que minha “calvície” nem é muito acentuada.

 

Tem coisa mais ridícula do que careca que cisma de esconder a calvície? Aqueles caras que penteiam o cabelo do lado para frente ou para trás para disfarçar? Será que eles acham mesmo que ninguém nota? E peruca, então? Vou te contar uma coisa, se o cara não for Drag Queen ou palhaço não tem a menor razão de usar um troço daqueles na cabeça. É tão artificial que chega a ser ridículo. Principalmente, quando o negócio fica torto, he, he, he.

 

Eu estava com um amigo ontem que tinha cabelo comprido, adorava o cabelo, só que foi caindo, caindo e, apesar dele ser uns 10 anos mais jovem que eu, ta com uma “careca motel” incrível. (Careca Motel = é aquela que tem uma entrada pela direita, no fundo dá uma fodidinha e sai pelo outro lado). Não adianta quando o cara é pra ser careca pode comprar cremes e mais cremes que não adianta nada, é só jogar dinheiro fora.

 

Tem aqueles medicamentos milagrosos, em que o cara toma umas pílulas e depois de 30 dias ele está com a carteira tão careca quanto a cabeça.  O meu preferido é o “Instant Hair Plus”, aquele spray que você passa na careca e milagrosamente aparece cabelo. Eu me lembro do Telê Santana fazendo propagando dele, aí eu ia ao Morumbi e da arquibancada dava pra ver aquela careca tradicional de sempre, sinal que o troço não devia funcionar mesmo.

 

Uma vez o Veloso, goleiro que jogou no Palmeiras e no Atlético Mineiro, fez um implante que ficou uma piada. O efeito foi pior que a careca, aí ele teve que aturar o Marcos, que era seu reserva e tirador de sarro oficial do time, esculhambando o tratamento do cara. Tá certo o Marcos que logo em seguida raspou a cabeça toda e evitou as gozações.

 

Tem homem que se você perguntar se ele prefere ficar brocha ou careca vai até pensar. Eles acham que sem cabelo nenhuma mulher vai olhá-los e vão servir de chacota e alvo de piadas. Aí depende muito, pois se aparecerem com uma peruca ridícula realmente vão merecer. Só sei que estou muito feliz com minha “cabeça de pêssego gigante”, he, he, he. E ainda por cima um tubo de shampoo dura quatro meses, dinheiro economizado que vira cerveja.

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia: “Get a Haircut” do George Thorogood.


 



- Postado por: Hank às 18h32
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Under My Wheels

Eu tenho uma proposta para todos os vereadores, deputados, senadores, ministros e o presidente: durante um dia do ano, qualquer dia da semana, que todos eles se façam passar por deficientes físicos e andem numa cadeira de rodas por 24 horas. Suas pernas seriam amarradas e eles viveriam por um dia o que uma boa parcela da população passa todo dia.

 

Eu queria que eles sentissem na pele como é se locomover nas calçadas esburacadas numa cadeira de rodas, como é implorar para os bancos os deixarem entrar por portas laterais, se locomoverem em prédios públicos sem rampas nem elevadores e na hora que quisessem ir ao banheiro não terem nenhum adaptado para cadeira de rodas.

 

É totalmente impossível se locomover nessas nossas calçadas, o deficiente tem que disputar com os automóveis. E acho uma cara de pau incrível esses ônibus adaptados para deficientes, uma jogada marketeira brava, por exemplo, em SP tem 224 ônibus atendendo 496 linhas. A chance de um deficiente conseguir pegar um ônibus desse é uma sorte desgraçada e se pegar, quais as chances de pegar de volta? Ele tem que saber de cor todos os horários das linhas? Ou se adaptam todos os ônibus ou desistem de vez e assumam a incompetência.

 

Saiu na Folha a matéria de um aluno da USP que não consegue estudar porque onde ele teria a aula fica um prédio sem elevadores nem rampas, então, a  universidade sugeriu que ele mudasse de curso! PQP tem cabimento uma coisa dessas? Isso acontece na maior universidade do país. Não existe uma lei obrigando acesso aos deficientes motores? Cumpra-se a lei então. Ninguém pode multar a USP? Qual o problema, já que eles recebem uma verba anual e acabaram de construir um novo campus, mas não tem grana pra colocar uma porra de elevador?

 

Meu pai era deficiente, por causa de um acidente que já contei aqui ele ficou cego, só que isso não afetou em nada a vida dele e ele seguiu em diante sozinho. Cresci vendo gente que se põe como defensores de deficientes e o que querem mesmo é ganhos políticos e monetários, mas que na verdade não procuram ajudar ninguém de verdade. Tudo fachada.

 

Por isso eu queria ver, todos esses políticos passarem um aperto pelo menos uma vez por ano. Assim numa hora de dor de barriga onde tivessem que pedir para alguém os sentarem numa privada ou carregados no colo para entrarem nos seus escritórios. Quem sabe no dia seguinte eles fariam leis que realmente ajudassem os deficientes, fariam cumprir as leis que já existem, punindo quem estivesse irregular.

 

Cheers

 

Hank


 Som do dia: “Under my Wheels” do Alice Cooper.




- Postado por: Hank às 20h13
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Cruelty to Animals

Um maluco americano teve uma idéia bem maluca para tirar uma grana de alguns otários. Ele disse que achou um coelhinho todo machucado, possivelmente atacado por um animal. Ele então cuidou do pobre bicho, que segundo ele é o melhor animal de estimação de todo o mundo,  o batizou de Toby.

 

Só que agora ele fez um site chamado "Save Toby" onde ele diz que vai matar e jantar o coelhinho no dia 30 de junho de 2005 se por acaso não receber pelo menos US$ 50.000 em doações ou compra de merchandising com a marca SAVE TOBY. O site é de um humor negro incrível. E o pior que está colando, pois ele já arrecadou mais de US$ 19.000, com essa maluquice.

 

E no site ele coloca uma galeria de fotos do coelhinho, com ele inclusive dentro de uma panela e em cima de uma tábua de carne. Tem uma seção onde ele coloca várias receitas de como preparar coelho, além de várias fotos do bicho no meio dos ingredientes, muito bizarro.

 

E tem uma parte onde ele coloca os e-mails da galera que vai lá esculhambar o cara, ameaçá-lo de morte, processos, etc. E pelas respostas que ele dá no pessoal dá pra perceber que burro ele não é mesmo....

 

Eu quero ver até onde essa coisa vai, pois se a moda pegar, como pegou a de seqüestro de mães de jogadores, o reinado dos bichinhos fofinhos vai acabar logo logo, he, he, he. Por isso aproveitem para mostrar aos seus filhos, netos, etc o coelhinho da Páscoa, pois quem sabe no ano que vem o mascote pascoal esteja seqüestrado!!!

 

Visitem o site do cara para vocês verem que eu não inventei essa história no meio de um porre: http://www.savetoby.com.

 

Cheers

 

Hank


Som do dia: “Cruelty to Animals” do álbum “Mr. Music Head” do Adrian Belew. Grande guitarrista que já tocou com o Zappa, Bowie, Talking Heads, King Crimson, etc….




- Postado por: Hank às 17h42
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31 Canções

Está sendo lançado no Brasil com um certo atraso o novo livro de “Nick Hornby” chamado “31 Canções”. Para quem não está muito familiarizado ele é o autor de “Alta Fidelidade”, Febre de Bola”, “Um Grande Garoto” e “Como ser Legal”. Nesse livro ao contrário dos anteriores, não é uma ficção. Ele pega 31 músicas e as disseca com sua visão particular e explica como o afetaram em algum ponto da sua vida. Não li ainda, mas com certeza vou ler. Fazer listas de músicas sempre foi um hobbie dele, quem leu ou assistiu “Alta Fidelidade” sabe o que estou falando.

 

Eu nunca conseguiria fazer uma lista dessas. Eu não consigo sequer fazer uma coletânea decente, pois sempre acho que está faltando alguma coisa e por isso nunca acabo ficando satisfeito com os resultados. Eu até admiro um amigo que é fanático em fazer essas compilações. Se eu fosse fazer um livro sobre o mesmo assunto ele ficaria maior do que “Guerra e Paz”.

 

Música é um negócio super pessoal, ela pode ser feia, brega, mal tocada, horrível. Talvez até você ouça escondido para não queimar o filme, mas quando bate dentro de você é difícil de não sentir algo. Quem não se lembra de uma música na sua adolescência, uma música que tocava nos bailinhos. A música que rolou na festa onde você deu o primeiro “amasso” ou aquela canção daquele disco que você colocou pra ouvir depois de levar o seu primeiro “pé na bunda”.

 

Lembro-me de músicas que logo que as ouvi pela primeira vez fiquei chocado. Sabia que o negócio ia estourar, que o que ouvia era algo diferente, algo especial. Algumas vezes acertei na mosca. Outras não, mas mesmo assim as músicas estão lá.

 

Tem coisa mais agradável do que ficar com sua namorada espichado no sofá mostrando suas músicas preferidas pra ela e vice-versa? Essas músicas ficam na nossa cabeça como uma tatuagem. Sempre que um dos dois ouvirem aquele som eles irão se lembrar um do outro.

 

E quando você namora uma garota que gosta da banda “X”, aí você vai lá, começa a acompanhar, grava os cd’s dos caras, etc. Só que você briga com a fulana e pega bronca da banda e cada vez que você ouve algo deles na rádio você fica com raiva. É capaz até de você socar um músico da banda de encontrá-lo na rua e ele nem vai saber porque apanhou.

 

Minha memória, meu passado é constantemente associado com música. Eu lembro que eu fiz em um ano revendo meus discos e quando estes foram lançados, por exemplo, eu me recordo vendo o “Heaven and Hell” do Black Sabbath que nessa época eu estava tendo minhas primeiras lições de música. O “Ace of Spades” do Motorhead que era o disco que levávamos para as festas “para chocar” pois “ninguém nunca conseguiria fazer tanto barulho depois desse disco” (quanta inocência!) ou uma obscura bandinha de garagem chamada Nirvana, que eu havia lido um pequeno artigo numa revista underground inglesa.

 

A maioria das pessoas tem sua própria trilha sonora, e a minha É um verdadeiro “samba do crioulo doido”, seria um fracasso absoluto de vendas e desagradaria a todos. Em matéria de música eu sou como aqueles caras que vão num restaurante por quilo e misturam feijoada, massas e comida japonesa no mesmo prato. Um verdadeiro sacrilégio.

 


Dica do dia: “31 Canções” do Nick Hornby.


 



- Postado por: Hank às 17h21
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I Can't Dance

Ontem fui a uma festa na casa de uma amiga muito querida. Estava tudo ótimo, muita gente legal, dois isopores gigantes lotados de cerveja, um amigo barman profissional fazendo drinks que você pagaria uma fortuna em uma barzinho da Vila Madalena, absolutamente de graça, outro amigo contando que na sua recente viagem à Argentina berrou “Teracampeãoooo” em frente ao estádio do Boca e...........um DJ!

 

Minha amiga chamou um amigo que é DJ de uma casa badalada para fazer uma discoteca particular na casa dela. Tocava de tudo, o cara é realmente muito bom, tem o dom de não fazer o troço ficar maçante. Mas como eu tenho os dois pés esquerdos, entre dançar e ficar servindo de cobaia para meu amigo barman, eu fiz o sacrifício de me tornar uma espécie de “Porquinho da Índia” turbinado.

 

Minha amiga chegava toda hora e queria por que queria me levar para a sala para dançar, e eu a cada tentativa dela cantava “I Can’t Dance” do Genesis. Fui na sala e tinha mais de uma dúzia de mulheres dançando......nenhum homem. O que reforçou a minha teoria que homem nenhum gosta de dançar.

 

Claro que minhas leitoras devem querer me desmentir: “Que bobeira! Fulano gosta de dançar....”

 

Mentira! Se ele dança é porque:

 

  1. Não quer ficar de fora e dar uma de chato.
  2. Está bêbado.
  3. Quer te comer.

 

Eu sei porque já fiz a opção 2 e 3, e como sou chato, não é dançando que isso vai mudar.

 

Nunca soube de homem algum, em seu juízo perfeito, que saísse de casa para dançar. Normalmente, é para ver as mulheres e se, por uma acaso, para ficar com alguma tiver que fazer o sacrifício de fazer um cover do “Coisinha de Jesus” para levá-la pra cama, basta tomar umas duas vodcas e encarar a pista.

 

Eu tenho até trauma, me recordo dos meus bailinhos adolescentes. Eu dançava mal pra caramba, parecia um boneco de pau. Ninguém nunca me falou que mexer os quadris não era um troço para boiolinhas e eu era motivo de riso de todas as condenadas que tinham o infortúnio de serem minhas parceiras de dança, a única que não reclamava era a vassoura (minha companheira mais constante), já que ela era tão dura quanto eu.

 

É só você ir a uma danceteria e olhar para o bar, lá você verá um monte de gente desengonçada, segurando um copo, batendo o pé, acompanhando a música, olhando para a pista com uma cara de idiota e achando-se o máximo. Tudo fachada! Na verdade, ele trocaria tudo por uma partida do XV de Piracicaba X Grêmio São-carlense no boteco, se o público do bar fosse tão bonito. Mas como isso não vai acontecer nunca, vocês vão se deliciar em nos ver fazendo papel de bobo por muito tempo, He, he, he.

 

Cheers,

 

Hank

 


Som do dia “I Can’t Dance” do Genesis.




- Postado por: Hank às 09h15
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Tales From the Big Bus

Alguns anos atrás tinha um personagem lendário no meu bairro, uma figurinha daquelas bem raras, engraçadíssimas, era chamado de “Professor” e era motorista da linha 875 que tinha ponto final perto de casa. Tem dezenas de histórias cobre ele, qualquer pessoa que pegasse ônibus com ele sabia que ia se divertir, nunca deixava de acontecer algo, o apelido dele era Professor porque ele falava alto pra caramba, sempre com os passageiros que sentavam perto, com o cobrador e sempre era entendido de tudo quanto é assunto. Vou contar algumas pequenas histórias para vocês terem uma idéia.

 

Uma vez entrou no ônibus uma pessoa distribuindo “santinhos”, era dia do motorista e o cara resolveu “espalhar a mensagem de Deus” para os motoristas desse Brasil varonil. Ao receber o santinho o Professor começou a ler bem alto a oração do verso e falar que ele manjava tudo, que tinha sido seminarista, teólogo, etc. E o cara do santinho começou a ficar irritado, então o Professor disse: “Quer ver como entendo mais de religião do que você? Como se chama uma reunião de Papas?” O cara pensou, pensou e não respondeu nada. “Papa só tem um, como é que pode ter uma reunião!”. O ônibus todo caiu na gargalhada e o cara  do santinho desceu puto no primeiro ponto.

 

Outra vez ele estava chegando perto do ponto final, era umas 23:00 hs e tinha só uns cinco gatos pingados no coletivo, um deles tinha um violão. O nosso herói já começou a falar que tinha sido músico, que tinha tocado sei-lá-onde, etc. Aí ele parou em um ponto, pegou o violão do passageiro e tocou uma música!!! Era uma coisa surreal, ver o motorista sentado em um banco com o violão. O cobrador queria se enfiar debaixo da cadeira há, há, há. Ele devolveu o violão do passageiro e prosseguiu viagem tranqüilamente.

 

O máximo que eu vi dele foi uma vez que ele tava batendo papo com os passageiros, como sempre fazia, falando bem alto para o cobrador escutar: “Olha o negócio é estudar, porquê senão vai ficar burro sempre e virar cobrador de ônibus” O cobrador tava quase pulando no pescoço dele. O ônibus estava cheio, e um passageiro berrou; “Ô motorista dá pra correr um pouco mais?”. Aí o Professor parou o ônibus, olhou bem pra ele, desceu pela porta da frente e correu uns 15 metros até a esquina e voltou. Sentou no banco e olhou pro cara: “Assim ta bom?” O ônibus veio abaixo! Uma explosão de riso, até o cara que reclamou não segurou a gargalhada.

 

Ele sumiu da linha, acredito que ele deve ter se aposentado, mas até hoje aparecem algumas histórias dele. São aqueles malucos que conseguem fazer o mundo ser menos chato. Nós precisamos às vezes de pessoas que façam uma viagem de ônibus banal um troço divertido. Deveria ser obrigatório que todo escritório tivesse um doido, aposto que eles tornariam o ambiente bem mais produtivo do que uns nerds de gravatinha.

 

Cheers,

 

Hank

 


Som do dia: “Tales From the Big Bus” Um CD ao vivo do Fish da tour do “Sunsets on Empire”. Fabuloso!




- Postado por: Hank às 17h27
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Games Without Frontiers

Ontem estava acompanhando algumas opiniões sobre o Pan Americano a ser realizado no Rio de Janeiro, e se não tinha uma opinião formada, agora eu tenho, certeza. O Rio, aliás, o Brasil não tem a menor condição de realizar um evento desse porte. Acho isso um desperdício de grana muito grande.

 

O Rio é sem dúvida uma das cidades mais lindas do mundo, mas passa por dificuldades tremendas, basta ver os recentes escândalos na saúde pública. Acho o fim da picada o governo ter que fazer uma intervenção de emergência nos hospitais e ver gente achando que isso é menos importante que uma apresentação esportiva.

 

Em Atenas todas as instalações utilizadas nas olimpíadas estão abandonadas, aquela história que fica uma estrutura para a utilização futura, mostrou-se totalmente ineficaz. A Prefeitura não teria como arcar com a manutenção de toda essa estrutura, e a iniciativa privada também não vai ficar muito em cima depois que os holofotes do Pan se apagarem. Basta ver os times de basquete e vôlei que dependem dessas empresas, que mesmo com  um orçamento relativamente pequeno, vivem fechando e mudando de cidades.

 

Sem contar o aspecto da segurança, essa semana saiu um ranking que coloca São Paulo e Rio como duas das cidades mais violentas do mundo, e isso em comparação até com cidades em guerra. Provavelmente, durante o Pan até o exército vai estar na rua. Mas vocês acham que é um troço legal mostrar pra continente todo que temos que colocar um tanque em cada esquina pra nos sentirmos seguros?

 

Um país que cuida tão mal de sua população não pode ter como uma de umas prioridades um evento esportivo, por mais legal que isso seja, como uma Copa do Mundo, Olimpíada e Pan Americano. Vai falar pra aquele pessoal que está na fila dos hospitais que eles não têm uma maca, mas o piso do ginásio de basquete é ultra moderno. Nós vivemos em um país de terceiro mundo, não adianta fingirmos que não somos isso. Nós só sairemos dessa combatendo a desigualdade, e com educação e saúde.

 

Eu sinto pelos atletas, que não têm culpa alguma e sofrem pra burro pra viver de esporte no Brasil, mas os parentes desses mesmos atletas ficam numa fila durante dias pra conseguir uma consulta, são assaltados e mortos. Isso é muito mais importante que um espetáculo de mídia. Vale muito, mais muito mais mesmo do que criar uma “Ilha da Fantasia” durante 30 dias para servir de trampolim para políticos picaretas. Principalmente, em um país em que as mães de atletas são alvos de seqüestro toda semana, como as do Robinho, Grafite e agora a do Luís Fabiano.

 

Prefiro ver a competição pela TV, bem longe, mas pelo menos sabendo que não estamos tirando alimento da boca de quem necessita para ser comprado cloro de piscina para uma competição.

 

Cheers

 

Hank


Som do dia: "Games Without Frontiers" do Peter Gabriel




- Postado por: Hank às 19h40
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Meu perfil:

Sou Paulista, Paulistano e torço para o São Paulo F.C. Sou desbocado e politicamente incorreto e discuto e não respeito política, religião e futebol sem o menor pudor.

Cerveja e pizza é a base da minha existência.

Ouço basicamente Rock em vários estilos, mas curto um pouco de outros estilos musicais.

 

 

 

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