} // mmLoadMenus() Notas do Velho Safado - By Hank - Quinta "Rodada"


Shall We Take Ourselves Seriously?

Costumo achar que eu sou a única pessoa que tem bom gosto na face Terra (modesto não?). Gosto e cu cada um tem o seu. Sabe aquele ditado que gosto não se discute? Concordo plenamente, por isso só discuto MAU GOSTO.

 

Recentemente foi realizada uma pesquisa no Reino Unido que apontou que quase ¼ das pessoas julgam as outras pelos filmes que estas assistem. A primeira coisa que pensei ao ler isso foi “fodeu”! Caso alguém for me analisar pelos meus gostos cinematográficos com certeza vai achar que eu sou um serial killer, afinal antigamente eu perdia horas analisando quem dirigia o filme, quais eram os atores, que filmes estes haviam feito anteriormente, quem tinha escrito o roteiro, etc. Ultimamente tenho dado preferências á filmes de terror orientais e de zumbis. Meu conceito mudou para a quantidade de mortos comedores de cérebro tem no filme e para a cara da japinha de pescoço torto, há, há, há.

 

Eu nunca fui de curtir os blockbusters “obrigatórios”. Lembro que quando saiu o Titanic, a imprensa toda falava do filme como se fosse o maior filme de todos os tempos e eu nem dei bola, recusei-me a ir assistir aquilo. A fita ganhou trocentos oscars e foi esquecida. Hoje se alguém falar bem desse filme todo mundo olha torto pro cara, pois na realidade o filme é brega, tem um roteiro capenga, os atores estão medíocres e só sobraram os efeitos especiais.

 

Admito que com relação á música ainda tenho uma “barreira natural”. Identifico-me bastante com o personagem Rob do romance “Alta Fidelidade” do Nick Hornby. Quando eu li esse livro, eu gelei ao ver que o personagem tinha algumas de minhas manias. Uma delas é ao entrar na casa de alguém ficar reparando nos CD’s e LP’s do dono da casa. É algo meio automático. E dependendo do que encontro, posso até implicar com a pessoa, tipo encontrar um CD do “É o Tchan” ou do “Belo”. Sei que é errado, mas a antipatia que eu tenho por essas bandas vai ser direcionada ao dono da casa, e ele vai ter que ser MUITO legal para desfazer essa primeira má impressão.

 

Eu evito falar de meus gostos pessoais á quem não me conhece mais profundamente. Normalmente se eu falo que gosto de punk rock a pessoa já espera que eu cuspa na cara dela e dê uma rasteira numa velhinha, ou se falo de progressivo que eu seja um bicho grilo drogado que coloca um LP do Pink Floyd no velho toca disco e fique “viajando”. Acho um saco, por isso evito até falar de música, principalmente se me perguntam a opinião sobre algo que eu não gosto, pois aí eu com minha língua solta, consigo transformar um amigo em inimigo em menos de 10 minutos he, he, he.

 

Cheguei à conclusão que gostos pessoais não devem ser levados á sério de forma alguma. Hoje até que sou bem menos exigente quanto á isso. Não que eu respeite os gostos alheios (não cheguei á isso ainda he, he, he), simplesmente deixei de me importar, desde que não me façam viajar em um carro ouvindo pagode tá tudo bem.

 

Cheers,

 

Hank

 


Som do dia: “Shall We Take Ourselves Seriously?” do Frank Zappa


 



- Postado por: Hank às 12h39
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Wheels of Confusion

Se tiver algo que nunca haviam me acusado, até a data de hoje, é justamente de ser um cara “organizado”. No dia que colocarem fotos em dicionários, do lado do verbete “bagunceiro” vai ter minha foto do lado. Sou o pior pesadelo das pessoas organizadas.

 

Meu apartamento é verdadeiramente uma zona, onde estão jogados em um canto 10 dias de jornal. Meu quarto está moderadamente organizado, mas tem uns 40 cd’s fora da prateleira. O escritório tem um monte de papéis que mal consigo achar meu teclado. Agora o quarto de hóspedes não se como está, porque tenho até medo de entrar.

 

No trampo não é muito diferente. Eu não coloco nada de importante nas gavetas, tenho uma caixinha de madeira em que vou acumulando os papéis. Nesse momento tem 15 cm de papelada importante e inútil misturadas. Só que mesmo com essa bagunça eu acho qualquer coisa, nunca perdi nada, ao contrário do pessoal organizado que sempre jogam fora tudo que acham inútil e no mio sempre vai algo que presta.

 

Fazer bagunça é uma arte. Por exemplo, um cara organizado não consegue fingir que está trabalhando para o chefe, uma mesa limpa sempre é suspeita. Teve uma época que eu saia para almoçar feijoada, tomava uma cerveja e voltava para o trabalho. Ao chegar eu jogava um monte de papel na mesa e bagunçava tudo. Meu chefe entrava e pensava que eu estava trabalhando, quando na verdade eu estava praticamente dormindo de olhos abertos há, há, há.

 

Eu já namorei com garotas organizadas. Todas elas tinham a esperança de “me consertar”. Acho que elas encaravam isso como um desafio pessoal, como tipo escalar o Aconcágua ou atravessar o Canal da Mancha a nado.Quando conseguiam me convencer á guardar os sapatos no lugar apropriado ao invés de deixá-los debaixo da escrivaninha elas sentiam-se realizadas, he, he, he.

 

Não sei o porquê dessa mania de se glorificar a organização. Vou citar alguns exemplos: Torcidas Organizadas (Bandos onde se juntam um monte de bandidos e filhos da puta, que só arrumam confusão sob o disfarce de torcedores) e o Crime Organizado que é uma das únicas coisas organizadas nessa “Terra de Cabral”. Chamam também os partidos políticos de “Organizações Partidárias” e olhem a zona que fazem....

 

Acho que um dia vou escrever um manifesto pró-bagunça.  Abaixo á mania de arrumação, vamos valorizar os grandes bagunceiros nacionais e internacionais. Chega com essa mania de guardar a roupa lavada em armários, já que elas podem tranqüilamente descansar sobre uma poltrona. Pra que guardar os pratos que estão no escorredor se você vai usá-los mais tarde? Chega com essas chatices. Viva a bagunça.

 

Cheers,

 

Hank

 


Som do dia: “Wheels of Confusion” do Black Sabbath




- Postado por: Hank às 17h27
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Shoot Shoot

“Olá, como você está?” Essa era a última coisa que o assassino do massacre do campus nos EUA perguntava entes de atirar em suas vítimas. Essa é uma da primeiras coisas que aprendemos quando vamos estudar alguma língua. É também uma daquelas perguntas que nunca queremos que sejam respondidas.

 

Um monte de gente vai analisar as razões do massacre. Isso vai render uns três telefilmes, uns trinta livros, uma minissérie e um filme do Michael Moore. Sem chegar a nenhuma conclusão definitiva, além de que o cara não tinha todos os parafusos na cabeça. O que me intriga é o que passou na cabeça do cara para perguntar como a vítima estava. E a resposta: “Estou bem.....TUM....agora não estou.....(r.i.p).”

 

A maioria das vezes nós perguntamos só por educação, “e aí, tudo bem?” já predizendo que a resposta será “tudo bem” e aí fim de papo. Quando a pessoa responde “não” aí fodeu, senta que lá vem história. Normalmente vem uma história triste que você não vai poder fazer nada a respeito e seu papel resume-se a balançar a cabeça com um ar de interessado, fazer um “hummmm hummm”, e desviar o pensamento sobre algo mais interessante como  a escalação do São Paulo contra o São Caetano, enquanto reza pra pessoa calar a boca.

 

“Como você está?” é uma pergunta que deve-se ser evitada para fazer com pessoas com mais de sessenta e cinco anos. A não ser que você queira ouvir sobre os históricos hospitalares da pessoa.

 

Tem coisas que falamos automaticamente. A gente entra no escritório, ainda meio dormindo e começamos; “Bom dia...bom dia....bom dia”. Na verdade não estamos nem pensando em que seu colega tenha um dia maravilhoso, que o sol brilhe para todos. Na real quer só sentar na sua mesa e consultar seus e-mails correndo para ver quantos abacaxis vão sobrar para você descascar durante o resto do dia.

 

Frases feitas são foda, as piores são as fúnebres. Cada vez que eu ouço “Morreu como um passarinho” tenho vontade de perguntar: “Com tiro de chumbinho?” ou “Ele está melhor agora do que a gente que ficou aqui” vem á mente “Quer trocar de lugar com ele?”. Que saco, sempre que vou á um enterro vou lá, dou um abraço nos parentes e fico de boca fechada, me concentrando pra não fazer alguma piada constrangedora (sou craque nisso!).

 

Por motivos profissionais recebo dezenas de ligações por dia de diferentes empresas. Sempre é algo como “Oi Hank, eu sou a Fulana da empresa X, você se lembra de mim?”. Quando estou com vontade de sacanear eu respondo “Hummmmm NÃO”. É divertido ver como esse pessoal de telemarketing se perde quando você responde algo que eles não esperam. Normalmente tem um silêncio de uns 10 segundos em que a pessoa deve pensar “Fodeu. O que eu falo agora? Esse FDP não devia ter respondido isso” Há, há, há.

 

Depois de tudo só cheguei á uma conclusão. Da próxima vez que alguém te perguntar “como você vai” esteja portando um colete a prova de balas.

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia: “Shoot Shoot” do Dio




- Postado por: Hank às 11h21
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Cowboys From Hell

Li hoje sobre um peão que foi morto por um touro em um rodeio e sinceramente não fiquei sensibilizado pelo fulano. Rodeio é um esporte onde um chifrudo tenta montar sobre um outro. Só que normalmente o cornudo de cima ganha dinheiro e o de baixo vira bife.

 

Fui numa exposição do Goya e tinha várias gravuras sobre touradas. Lá na Espanha o negócio é pior ainda. Certos toureiros recebem salários dignos das grandes estrelas do futebol. Aí esses “heróis” entram em uma arena e ficam espetando o touro até o bicho morrer. Eu sempre torço pelo touro e cada vez que vejo o animal espetando a bunda de uma palhaço de capa vermelha eu me divirto.

 

E aquela corrida estúpida que os caras soltam uns touros no meio da rua e o povo sai correndo dos bichos? Vendo um quadro desses faz com que aquela teoria que o ser humano é o bicho mais inteligente da terra vai por água abaixo.

 

Acho que o boi nasce, cresce fica gordo e vira churrasco. Mas não é por isso que vou ficar torturando o bicho.Aliás, vida de gado não deve ser bolinho, já nasce e já tem gente pensando em mandar o coitado pra brasa. Se ele for um bicho de raça e bonitão vai virar reprodutor. Só que para desespero do animal, a única vaca que ele vai chegar perto é a esposa do dono da fazenda, pois depois que inventaram a inseminação artificial ele vai ter um masturbador que vai ficar batendo punheta pra ele. E, diga-se de passagem, que profissãozinha FDP. Imagine o filho do cara contando na escola o que o pai dele faz...

 

E a famigerada “Farra do Boi”? Falam que é uma tradição portuguesa que é preservada. Engraçado como importar tradições estúpidas é uma coisa corriqueira. Porque será que ninguém copia a tradição suíça de não ser corrupto, a tradição japonesa de trabalhar ou  tradição islandesa de leitura. Sobrou de novo pro pobre bovino.

 

A festa do peão de Barretos que é a maior concentração de gente imbecil por metro quadrado. Pra começar é tudo lambe-sacos de gringos, os babacas se vestem como cowboys americanos, uma idolatria á uma cultura que não tem nada a ver com a nossa. Tem no meio da cidade uma estátua de um vaqueiro americano que é uma das coisas mais kitchs já feitas na face da Terra. Importam shows de country por uma fortuna, enquanto isso nossos violeiros e manifestações culturais tipicamente brasileiras são colocadas para escanteio.

 

Voltando á vaca-fria (ou mais precisamente o boi-frio) não fico 15 dias sem ir á algum churrasco. Só nesse fim de semana eu fui em dois no mesmo dia. Na minha turma qualquer coisa que acontece é motivo pra colocar um boi no espeto: aniversário, casamento, batizado, vitória do time, etc. Uma vez fizemos um churrasco de sétimo dia, em homenagem á um amigo que tinha morrido.

 

É isso aí. Com isso a vaca vai pro brejo,

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia: “Cowboys From Hell” – Álbum clássico do Pantera.




- Postado por: Hank às 19h21
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Meu perfil:

Sou Paulista, Paulistano e torço para o São Paulo F.C. Sou desbocado e politicamente incorreto e discuto e não respeito política, religião e futebol sem o menor pudor.

Cerveja e pizza é a base da minha existência.

Ouço basicamente Rock em vários estilos, mas curto um pouco de outros estilos musicais.

 

 

 

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