
Uma vez meu patrão resolveu contratar uma estagiária para trabalhar no departamento ao lado do meu. Era uma garota de uns 17 anos, estava no segundo grau e esse era seu primeiro emprego. Como sabíamos que o primeiro trampo é sempre uma bosta, procurava sempre dar uma facilitada para a menina.
Ela no telefone era uma desgraça. Atendia clientes importantes como se fossem seus colegas de classe e sempre falava mais do que devia, mas o que pegava pro lado dela era como ela escrevia. Nunca imaginei que uma pessoa saísse do quarto ano primário escrevendo daquela forma. Era impossível que cada frase tivesse menos de dois erros de português ou alguma coisa escrita com gírias de conversas de MSN.
É curioso como nunca se leu tanto como na última década, exatamente por causa da internet e ao mesmo tempo nunca se escreveu tão mal. As vezes visito o
Não vai demorar muito e esse dialeto vai virar uma língua própria, Não sei como não apareceu alguém pra fazer uma tradução da Bíblia para o internetês, pois se a traduziram em klingon (idioma criado por personagens do seriado Jornada nas Estrelas). Imaginem fachadas de igreja: “Jezux Kristu eh o Senhorx”, não ia ser o máximo? Deveria abrir uma igreja....
Os políticos do futuro vão ter que aprender a se comunicar no internetês, senão vão ficar sem sua base eleitoral, ou senão durante o horário eleitoral, junto com aquela surdo-muda, vai ter que ter legendas naquela linguagem cheia de X’s e K’s...
Vai ficar fora de moda ir ao cinema e ver um filme legendado
Os convites de casamento serão enviados através de torpedos do celular. Durante a confissão o padre entrará em contato com o Espírito Santo através de uma potente conexão de banda larga e fará o download das penitências em internetês para ser dado ao pecador que cometeu a infâmia de fazer o download ilegal do filme de sacanagem da neta da Xuxa com o bisneto da Angélica.
Em um canto empoeirado em um museu vai ter uma múmia, com o punho agarrado numa garrafa de aquavit e sentado numa pilha de umas encadernações de papéis escritos em uma língua antiga (não se sabe ao certo se está em esperanto, latim ou português).Numa placa desbotada estará escrito apenas.....Hank.
Cheers,
Hank
Som do dia: “Dinosaur” do King Crimson.

Era 81 e eu tinha por volta de 16 anos. Tinha um barzinho no bairro do Jabaquara que era o ponto de encontro dos rockeiros paulistanos, o Rainbow Bar. Como na época não vinha ninguém de fora tocar no Brasil, o destaque ia para as bandas nacionais. Quase todo mundo que eu conhecia tocava alguma coisa e batiam cartão toda sexta e sábado no bar.
O lugar era pequeno, tinha uma decoração tosca, meio country, a vodka era batizada, a cerveja era quente e o banheiro uma nojeira. Só que adorávamos o local. Muitas vezes a maioria do pessoal ficava na porta mesmo, tomando vinho vagabundo e batendo papo. Não era uma coisa anormal ter mais gente do lado de fora do que de dentro.
Normalmente vinha uma turma de uma dúzia de um bairro, outras dúzias de outros e todos se encontravam ali naquela calçada. Com o tempo algumas pessoas foram convivendo umas com as outras e ficando amigos. É curioso que conheço casais que se conheceram lá e se casaram e hoje na minha turma, cerca de 50% eram freqüentadores daquele bar. E isso dá mais de 20 pessoas, que tem contato freqüente a mais de 25 anos. Eu costumo brincar que nosso destino é um carregar o caixão do outro, que não dá mais pra se safar, he, he, he.
Eu lembro desse caso porque tem gente que mete a boca nos bares, como se fosse uma coisa super negativa o que não é verdade. O que faz a pessoa ser ruim é o que está dentro dela e não o lugar que ela vai. Todo mundo fala que o trabalho é honrado, nobre, blá, blá, blá. Eu tenho no máximo uns 3 ou 4 amigos que conheci em antigos trabalhos e que ainda mantenho contatos muito esporádicos. Por isso eu sinceramente não me envolvo muito em discussões pessoais no serviço.
Um dia desses estava eu no boteco e conversava com um executivo de multinacional, um técnico de T.I., o porteiro do meu prédio e dois músicos. Nossa conversa girava em torno de dois assuntos: a melhor maneira de temperar feijão e a composição do vidro da garrafa de cerveja (Que descobri que ela tem aquela cor por causa do âmbar, he, he, he). Comentei até que se alguém comentasse com as “respectivas” sobre o teor da conversa, elas nunca iriam acreditar, pois existe um consenso que homem só fala de futebol e putaria, há, há, há.
Eu já tive bar e é um troço bem curioso. Você sabe a hora que alguns fregueses costumam aparecer, qual o time que eles torcem, o que gostam de beber, onde trabalham. Muitas vezes o dono do bar serve como psicólogo, onde de uma hora para outra, um completo desconhecido, fala sobre o chefe que deu um desfalque, sobre o tesão pela amiga da esposa, ou sobre a alegria de esperar o primeiro filho. O bar é o lugar que você pode encontrar refúgio após um dia ruim ou para comemorar um sucesso.
Beber não traz solução pra nenhum problema, isso é certo. Só que assistir novela ou ao Jornal Nacional também não. Ir á Igreja também não resolve bosta nenhuma, se rezar resolvesse não existiriam mais violência nem fome no mundo, então prefiro o bar a ficar na frente da TV e humildemente sentar-me naquele banquinho tosco de madeira e sorver o líquido bávaro daquela garrafa com o vidro escurecido pelo âmbar.
Cheers,
Hank
Som do dia: “Freaks” do Marillion

Eu estava conversando com uma amiga esses dias e ela me disse um troço interessante: “Porque você não fala de batatas em seu blog?” Eu fiquei intrigado, afinal não sou português que é fanático nesse tubérculo, apesar de parte da minha ascendência alemã não ser menos maníaca. E o que seria da Inglaterra do “Beef & Chips” sem o chips? É o prato número um da Europa, apesar de não ser nativa dessa região. A batata foi descoberta nos Andes e só depois foi levada pra Europa.
Eu adoro cozinhar, e batata é um troço que uso bastante, gosto de cozida, frita, purê, de qualquer jeito. Essa semana mesmo peguei umas “batatas bolinha” e fiz uma conserva, o que é ótimo para acompanhar uma cervejinha na frente da TV, assistindo futebol! Aliás, batata é um dos acepipes preferidos nos botecos, só perdendo para o amendoim e os salgadinhos “Torcida”. Se eu empilhasse toda batata-frita que já comi tomando cerveja dava pra fazer uma pilha do tamanho do Pão de Açúcar.
Eu lembro também de uma cena de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, onde o Richard Dreyfuss fazia uma réplica de uma montanha com purê de batatas! Os caras no filme deviam gostar MUITO de purê, pois só tinha três pessoas na mesa e o purê foi suficiente pra fazer uma maquete enorme! He, he, he.
E a idiotice dos americanos, que devido à recusa dos franceses de mandar tropas ao Iraque, substituíram o nome French Fries para Freedom Fries. Só na cabeça deles mesmo, idéia mais estúpida impossível.
E as expressões, então? Se alguém fala que vai te passar uma “batata quente” você já imagina que vai se ferrar, que é um troço que você precisa se livrar logo. “Ao vencedor as batatas”, muito usada também, foi na verdade criação de Machado de Assis no seu romance “Quincas Borba”, muita gente não leu o livro, mas conhece a frase de cor. “É batata!” você sabe que é algo certo.E se te mandam subir pra falar com o chefe falando que “sua batata ta assando” então se prepare para ir para o Departamento Pessoal logo em seguida.
Quando se é criança você assiste o “Batatinha” no desenho do “Manda Chuva” (brilhantemente dublado pelo Lima Duarte), muitas brincaram de “batata quente” e já ouviram “Batatinha quando nasce esparrama pelo chão...”. Fora à implicância de pessoas com charmosos “Narizinhos de batata”. E um dos brinquedos mais populares nos EUA é o “Mr. Potato Head”. E toda semana você ouve um jogador de futebol falando que levou uma pancada na “batata da perna”. Sem contar que a frase “Você ganhou...batata-frita” virou um bordão nos anos 80 por causa da “Blitz”.
Bom, acho que falei bastante de batatas, o suficiente pra ficar com fome e pegar uma receita de rocambole, he, he, he. E que a maioria dos leitores desse texto devem estar se perguntando uma hora dessas: “Por que esse cara não vai plantar batatas?”
Cheers
Hank
Uma coisa que estava prestando atenção um dia desses é como existem nomes de ruas legais por aí. É uma pena que nossos vereadores tem a funesta mania de colocar o nome de parentes e pessoas que você não tem a menor idéia de quem seja no lugar. Eu acho muito mais bacana morar em uma rua chamada “Girassol” do que “Dr. Fulano de Tal”, e pior é quando colocam o nome de alguém ou algo impronunciável. Aqui perto tem uma rua chamada “Diederichensen”, precisam ver a
dificuldade para o pessoal pronunciar ou escrever o nome da rua.
Selecionei alguns nomes que achei muito bacanas de ruas, travessas e praças. Tem pra todos os gostos, o pessoal que gosta de literatura poderia morar na “Contos Gauchescos”, “Arte Poética”, “Conto Popular”,“Idioma Esperanto”,“Soneto de Madrugada”,“Vida e Poesia” ou então na “Marquês de Rabicó” em homenagem ao personagem de Monteiro Lobato.
Se gostasse de música então moraria na “Bandolim”, “Lira Cearense”, “Notas Musicais”, “Gaita de Foles”, “Guitarras”, “Percussão” ou “Harmonia”. Quem gosta de futebol na “Rua Flamengo”, “Estrela Solitária” ou “Copa do Mundo”. Ou os apaixonados poderiam comprar uma casa nas ruas “Lua Curiosa”, “Luar do Meu Bem”, “Buquet de Noiva”, “Dueto de Amor”, “Fidelidade” e levar seus filhos para passear na “Praça Criança Feliz”.
Ainda tem vários nomes muito simpáticos como: “Abadia dos Dourados”, “Anjos da Meia-Noite”, “Cristo Operário”(????), “Espumas Flutuantes”, “Fantasia Oriental” (sushi-erótico ??? He, he, he,), “Flor de Todos os Tempos”, “Estrela e Anjo”, “Ilha do Tesouro”, “Planos de Papel”, “Kaleidoscópio” e “Sonho do Astrólogo”. Todos nomes com personalidade, com um brilho próprio, teria orgulho de fazer um cartão com um endereço desses. Fica a curiosidade de como surgiram esses nomes criativos. O nome que achei mais legal até agora foi “Rua Borboletas Psicodélicas”, fico imaginando um cara que tomou chá de cogumelo batizando a rua. Perfeito! Se eu morasse numa rua dessas ficaria o dia inteiro chapado ha, ha, ha.
Aqui perto de casa tinha a “Av. Águas Espraiadas” que mudaram para a “Av. Jornalista Roberto Marinho”, que nojo. Ainda por cima essa avenida cruza com o viaduto “Luís Eduardo Magalhães”. Eu sempre falo que se quiser fazer um despacho ali é o lugar ideal, deve aparecer Belzebu em pessoa, sem dúvida alguma. Mas não existe uma pessoa no bairro que chame a avenida pelo novo nome, o povo adotou “Águas Espraiadas”, que é muito mais bonito que a feiúra de puxar o saco dos “baba-ovo” dos militares.
Em Nova York recentemente foi inaugurada uma esquina perto do clube CBGB chamado “Joey Ramone Place” em homenagem ao líder do Ramones. Quanta diferença....tsc, tsc, tsc.
Cheers
Hank
Som do dia: “Where the Streets Have No Name” do U2.
A idéia desse post surgiu u dia em que procurava uma rua na lista telefônica de endereços e topei com alguns nomes curiosos. Tá vendo como ler até lista telefônica compensa? Ham, ha, ha.
Se tem um lugar que sou especialista em mico é em festa de firma. PQP essa idéia de misturar cerveja e trabalho não dá certo, exceto se você trabalhar num bar, claro he,he,he. Festas de final de ano normalmente são micos garantidos. E quanto maior é a empresa maior o mico he, he,he.
Eu trabalhei em uma empresa que eles alugavam um sítio no interior com todas as mordomias possíveis. Nessa firma também eu encontrei o maior número de bebuns com quem já trabalhei, tava em casa. Me recordo de ter ficado tirando um pelo da cara do presidente da empresa porquê o garçom não quis liberar uma saideira de chopp pra ele he,he,he. Na segunda feira o cara só olhava pra minha cara e falava: “Vocês são foda hein?” Isso sem contar uma colega que bêbada conseguiu me convencer a ir cantar com ela no karaokê (que é a coisa que mais abomino no mundo) ia eu, ela, e mais um mane, fomos cantar “Born to be Wild”, só que na hora os dois ficaram mudos e eu bêbado, só de bermuda, com todas minhas tatuagens a mostra (no serviço pouca gente sabia delas), me esgoelando “Borrrrrrn to be willllllllllddddddddd!!!!” . Que bosta!!!!
Teve outra numa outra firma que eu pegava uns copões de bebida e levava pra minha sala. Quando meu armário tava com uns 10 copos de cerveja e uns 5 de whisky aí eu comecei a detonar. Quando vi apareceram um monte de gente pra falar de trabalho e eu bêbado como um gambá tentava enrolá-los e esconder minha bebida da vista deles, he,he,he.
Teve outra a muito tempo que quando vi tava “atracado” com uma garota que acho que não tinha falado umas 10 palavras em seis meses. Ainda bem que era a despedida do trampo e nunca mais vi a fulana, pois ela era chata pra cacete....The Demon Alchool Strikes Back!!!
Onde trabalho hoje tem uma churrasqueira e quase todo mês fazemos uma churrascada. Teve uma que choveu durante a tarde e o piso ficou um verdadeiro sabão, pra não cair você tinha que estar MUITO esperto. Eu estava espertaço, até o fim do churrasco, aí relaxei e de repente quando vi estava voando. Sabe aquele tombo que você sai com os dois pés do chão? Pois é... eu me esparramei no chão molhado, bem na frente dos maiores gozadores da empresa. Meu óculos saiu voando uns 5 metros e foi um custo achá-lo he,he,he. Só não foi pior porquê outro bebum caiu na geladeira de isopor e a destruiu espalhando gelo pra tudo quanto é lado enquanto ele ficava deitado com a bunda dos destroços gelados da caixa he,he,he.
O foda desses micos são os comentários depois....PQP!! Eu sou um cara que no trampo fico na minha, não dou muita confiança pra maioria das pessoas e os caras acham que tem o direito adquirido de me encher o saco só
porquê ficaram tomando guaraná a festa inteira...argh!!! Os comentários dos bêbados eu não ligo, pois “every dog have his day” mas aturar alguma menina besta pagodeira falar: “Que vexame hein?” Me sobe o sangue....por isso que bebo he,he,he.
Falando em Grande Mico, um dia desses estava passando na TV “King Kong Contra Godzila”. Quase tive um enfarte de tanto rir. Muito capenga há,há,há. O melhor é que não arrumaram negros pra serem os nativos da ilha do macacão, então eles passaram tinta em uns japoneses mesmo, eles ficaram mais aterrorizantes que os dois monstros!!! As cenas de luta então...que maravilha he,he,he. Recomendo a todos que estiverem querendo rir de verdade!
Ontem à noite eu estava assistindo um filme francês, meio bobo, mas por falta de coisa melhor vi um pouco. O filme se passava nos anos 60 e mostrava alguns adolescentes descobrindo o sexo, bebidas, músicas etc. Uma coisa
que me chamou a atenção foi uma parte que rolava uma festa numa casa, e os caras ficavam de um lado da sala e as garotas de outra. Aí os figurinhas ficavam de um lado suando pra convidar as garotas para dançar e elas rezando para “serem pegas”.
Isso me fez voltar aos meus tempos de adolescente pois antigamente era a coisa mais normal do mundo esses “bailinhos”. O pessoal jogava uma lona na garagem, chamavam os amigos, amigos dos amigos e a torcida do curintia inteira. Aí apareciam uns caras que você nunca viu mais gordos e destruíam a casa toda.
O pai de um amigo tinha um restaurante, então vira e mexe a gente organizava umas festas lá. Eram muito engraçadas, a polícia até aparecia de vez em quando há,há,há. E é óbvio que tinha a seção de “lentas”, e era “Love Hurts” do Nazareth, “Stairway do Heaven”, do Led, “Changes” do Black Sabbath e por aí ia. Gente eu O D I A V A essa hora!!! Primeiro que era muito tímido, ficava vermelho como um pimentão pra convidar a garota, gaguejava, ficava em pânico, até eu chegar na escolhida ficava meia hora tomando coragem, aí um mane mais esperto chegava e pegava. Segundo que eu dançava muito mal. Era uma completa desgraça, motivo de piada, parecia um pato manco.
Depois vinha a “hora da pauleira” com AC/DC, Motorhead, Judas Priest, etc. Era só gente pulando empunhando suas guitarras imaginárias (que hoje tem até concurso pra isso, e é chamado pateticamente de “air guitar”). Puta zona, os vizinhos reclamavam, os pais vinham dar bronca, alguém esquecia uma bituca de baseado no cinzeiro, e é lógico que sua mãe é que acha. Era muito engraçado...tragicômico até!!!
E o lance de “pedir a mina em namoro”? Cacete que porra!! Eu ficava vermelhão, gaguejava, achando que ia cair uma bomba nuclear e só ia sobrar eu e as baratas. Que situaçãozinha ridícula. Ainda bem que não levava muitos foras porquê só ia na certeza absoluta de me dar bem. Para as garotas também não devia se fácil, às vezes esperavam seu príncipe e quem aparecia era o sapo. Aí o sapo levava um não, e os dois eram zoados, o sapo pelo resto do brejo e a princesa pelas suas companheiras que a esculhambavam por ser amor de um ser desprezível. Não era mole....
Aí você arrumava uma garota, ia para um canto escuro e mandava ver na mão. Com sorte naquele dia você ia conseguir encostar a mão nos peitinhos dela por fora da blusa, e olhe lá...se conseguisse isso já era quase ter comido he,he,he.
Hoje a gente ri dessas situações mas na época não era mole. Por causa dessas e outras que não gostaria de voltar no tempo. Eu estou muito satisfeito com meus 39 anos, hoje estou mais esperto, mais inteligente, trepo com muito mais qualidade, não pago mais muitos “king kongs” (mas uns miquinhos ainda rolam, sabe com é...), aprendi mais ou menos a beber, e graças a internet que não existia naquela época tenho conhecido gente maravilhosa.
Back to sixteen? No fucking Way
Cheers
Som do dia: “Do You Wanna Dance” com os Ramones. Era uma música sempre presente nesses bailinhos, interpretados por uma banda que sem dúvida mudou a minha vida, mas isso é assunto pra outro post.
Minha inspiração nesse post foi a Simone, uma garotinha que me convidou para o meu primeiro "bailinho", quando eu tinha uns 10 anos, e foi um desastre total. Mais de uma década depois nós estudamos juntos novamente e rezava para ela não lembrar de mim e contar a história para meus amigos FDP, he, he, he.
No domingo estava na casa de um amigo e tava rolando um churrasquinho básico. As mulheres do lado de fora “discutindo relacionamentos” e os homens vendo jogo de futebol na sala, como sempre. Pensei comigo, o que as mulheres tem contra nós gostarmos de futebol?
O futebol está pra gente como as novelas, os filmes da Sandra Bullock, os cabelereiros, as manicures, e as feiras de artesanato estão pra vocês!!!! Devia estar escrito na tábua de Moisés: “Homens gostam de futebol”. Claro que existem homens que não gostam....domingo na Paulista por exemplo, tinha vários exemplares, na Parada Gay que não estavam preocupados com a classificação do Campeonato Brasileiro. 
A gente não gosta de ir com vocês fazer compras no Brás ou nos Shoppings, vamos com aquela cara de que achamos legal só porquê amamos vocês. Feira de artesanato? Homem nenhum vai achar qualquer utilidade em algo vendido numa feira dessas, se seu namorado falou que gostou é porquê ele te ama muito e quer puxar seu saco.
Nós pensamos em mulheres durante 22:45 minutos por dia!!! Até dormindo sonhamos com vocês!!! Mas durante 90 minutos, e nem é todo dia. Nós machos da espécie, nos juntamos para ver futebol, nem precisa ser o time da gente, pode ser o do amigo só para secar!!!!
Vocês tentam nos mostrar a diferenças das tinturas de cabelo. Outro segredinho: Nós não conseguimos compreender nada!!!! Mais ou menos como quando tentamos
explicar a regra do impedimento..... Deve ser algo a ver com o DNA.
Compreendam então que por mais que vocês detestem, nunca vamos deixar de torcer por nossos times de coração. Torcer é até uma maldição, pois temos muito mais tristezas e decepções que alegrias (mas que alegrias !!!!!), por isso após o apito final do juiz voltamos sempre para vocês e faremos o maior esforço do mundo pra disfarçar interesse naquele elefantinho cor de rosa que você comprou na Feirinha da República, mesmo que nossa cabeça esteja no frango do goleiro aos 44 minutos do segundo tempo.
Cheers,
Hank
A curiosidade sobre esse post é que foi a primeira vez que alguém entrou para me avacalhar. Me chamou de algo (não lembro porque deletei o comentário) como quadrúpede, estúpido, imbecil, homofóbico, etc. Depois entrei no blog do cara e era uma bichinha despeitada. Lembro que só deixei um comentário: "Bonito é dar a bunda, né?" Ha, ha, ha.
| Meu
perfil: Sou Paulista, Paulistano e torço para o São Paulo F.C. Sou desbocado e politicamente incorreto e discuto e não respeito política, religião e futebol sem o menor pudor. Cerveja e pizza é a base da minha existência. Ouço basicamente Rock em vários estilos, mas curto um pouco de outros estilos musicais.
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