
Esses últimos tempos eu andei dando um tempo nos meus “filmes orientais com japonesas de pescoço torto” e filmes de zumbis. Quis dar uma variada e como eu não sou lá muito fã dos filmes blockbusters americanos, eu tenho dedicado meu tempo livre á ver filmes trash de terror e ficção científica (de preferência dos anos 50) e filmes de terror da Nova Zelândia. Vocês devem estar pensando que estou maluco né? Há, há, há.
Um dos filmes mais divertidos que gravei foi “Robot Monster” de 1953. Eu procurava esse filme á anos, desde que li “Dança Macabra” do Stephen King, um livro ótimo sobre a história do terror. Lá o mestre do suspense diz que tinha visto esse filme na adolescência, depois de fumar um baseado e quase morreu de tanto rir, pois o filme era inacreditavelmente tosco. Eu finalmente consegui baixar o filme e fiquei quase duas semanas traduzindo e legendando o troço e valeu cada segundo gasto. O filme é impagável.
O filme rola em cima de um monstro da Lua, que tem o corpo de um gorila e usa um capacete de mergulhador na cabeça e ele assim consegue exterminar quase toda a raça humana inteirinha, só sobrando oito pessoas para enfrentá-lo. Eu quase chorei de tanto rir, fantástico. Soube depois que o diretor tentou se matar depois das críticas, que foram demolidoras.
Aí eu lembrei do neozelandês Peter Jackson e peguei seus primeiros filmes. Quem só conhece o cara por ter dirigido a trilogia do “O Senhor dos Anéis” ou “King Kong” vai levar um baita susto. O primeiro filme dele “Bad Taste” é sobre uns alienígenas que vem para a terra para pegar humanos para usar como matéria prima de uma franquia de fast-food alienígena. Os efeitos são totalmente toscos e muito nojentos. Como o P.J. não tinha grana, ele mesmo interpreta dois papéis no filme, e o resultado final é ótimo. Tem muito humor e umas ótimas idéias. Tanto que o filme foi parar até no festival de Cannes e virou um clássico.
“Braindead” ou “Fome Animal”, foi o terceiro filme dele e é no mesmo estilo, sobre um macaco com uma doença estranha, que ao morder as pessoas as transformam
Agora hoje eu assisti outro filme da Nova Zelândia, produzido ano passado, que tenho certeza que vai se tornar um clássico trash, o “Black Sheep”. No filme uns cientistas fazem umas experiências genéticas com ovelhas, e como sempre dá alguma merda e as os animais fogem e começam a comer os seres humanos. E se não bastasse, as pessoas mordidas se transformam numa espécie de “ovelhomem” (uma espécie sanguinária meio ovelha, meio homem). O filme é bem humorado, tem sacadas ótimas e um roteiro totalmente sem pé nem cabeça.
Poderia indicar mais umas duas dúzias desse tipo de filme. Tá vendo o porquê eu não dei a mínima para as mortes do Antonioni ou do Bergman? Há, há, há.
Cheers
Hank
Indicação do dia: “Black Sheep” – Você vai ficar com medo até dum poodle depois desse filme.

Esse final de semana fui á um sítio de uns amigos comemorar um aniversário. O lance, como sempre, foi aquela árdua missão de tentar exterminar da terra todos os bovinos. Obviamente não conseguimos, mas eles tiveram uma perda considerável em seu contingente, já que a churrasqueira ficou acesa por quase 27 horas consecutivas, he, he, he.
O sítio tem uma decoração bem moderna, a casa parece mais um estúdio, sem paredes internas e perto da churrasqueira tinha um banheiro externo. Até aí tudo bem, isso é normal. O que saia do padrão eram duas janelas gigantes de vidros transparentes em duas paredes, na altura do peito. Você entrava e via uma baita paisagem, isso é legal, mas quem saia da cozinha ou estava no pomar te via, do peito para cima, mijando. Para completar ainda tinha umas colagens de santos barrocos e enquanto estava com a mão no pinto poderia apreciar a fotinho de Nossa Senhora Aparecida. Muito bizarro. Falei para a dona da casa que ela era a pior arquiteta e decoradora de banheiros do mundo, há, há, há.
Isso me fez lembrar de alguns banheiros bizarros que já fui. Tinha um boteco que íamos que o banheiro era um nojo. Aí algum jacú escreveu na porta: “Nailton adverte: Esse banheiro é um nojo”. Por causa disso foi criada uma gíria que quando entrávamos em um bar e ao constatar que o banheiro era uma porcaria alguém sempre falava: “Nailton adverte”. Uma das experiências mais punks foi um amigo que teve que encarar um banheiro desses, que eu nem conseguia passar na porta, porque ele estava tomando Xenical e um dos efeitos colaterais era ataques de caganeiras fulminantes...eca.
Tinha um bar que no banheiro tinha uma banheira. O lugar era uma residência antes de virar bar e na reforma esqueceram de tirar o monstrengo. Então ficava aquele troço bem no meio. Era um troço um bocado estranho.
Ia em um outro bar em que no banheiro das mulheres tinha um buraco, onde podia-se ver pela rua do lado. A cena mais falada era de garotas que usavam a toalha para se limparem e depois chegava outra e usava a mesma toalha para enxugar o rosto, há, há, há.
Um bar que freqüento até hoje tinha um sistema único e totalmente ecológico: Acima do mictório tinha uma torneirinha, assim quando você lavava as mãos já limpava a peça. Uma idéia simples e bastante funcional.
Tenho um amigo que é famoso por algumas histórias de banheiro sensacionais: Em uma esquecemos o cara travado em uma casa de show e ele foi acordado pela faxineira quando esta fazia a limpeza e viu-se perdido de madrugada do outro lado da cidade. Outra vez a fechadura quebrou durante uma festa e durante duas horas, enquanto arrumávamos um jeito de tirá-lo de lá, nós ficávamos passando cerveja pelo vitrô, para mantê-lo “abastecido”.
Mas as melhores histórias de banheiro são as picantes. Quem é que nunca deu uns amassos em um banheiro público? Se nunca fez isso não sabem o que perderam, mas sempre tem tempo....
Cheers,
Hank
Som do dia: “Why Does it Hurts When I Pee?” do Frank Zappa.
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perfil: Sou Paulista, Paulistano e torço para o São Paulo F.C. Sou desbocado e politicamente incorreto e discuto e não respeito política, religião e futebol sem o menor pudor. Cerveja e pizza é a base da minha existência. Ouço basicamente Rock em vários estilos, mas curto um pouco de outros estilos musicais.
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